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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Zanin dá cinco dias para TSE explicar anulação de votos de Garotinho que garantiu vitória de Douglas Ruas

Por Redação
Publicado em 19/10/2026 às 17:42

Decisão do ministro do STF atende a pedido do PSD, que contesta a exclusão de 274 mil votos e busca a realização de segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes no Rio de Janeiro.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresente, no prazo de cinco dias, informações sobre a anulação dos 274.411 votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) nas eleições para o governo do Rio de Janeiro.

A decisão ocorre em uma ação apresentada pelo PSD, partido de Eduardo Paes, que questiona a metodologia utilizada para calcular os votos válidos e proclamar Douglas Ruas (PL) vencedor ainda no primeiro turno.

Como a anulação alterou o resultado

A controvérsia começou em 8 de outubro, quando o TSE negou o registro da candidatura de Anthony Garotinho e determinou a exclusão de seus votos.

Com a alteração, o percentual atribuído a Douglas Ruas passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, ultrapassando a maioria absoluta necessária para a vitória no primeiro turno.

Em 10 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou a retotalização e proclamou Ruas eleito. Eduardo Paes ficou com 44,16% dos votos válidos após o recálculo.

O que questiona o PSD

O PSD sustenta que os votos atribuídos a Garotinho não deveriam ser excluídos da base de cálculo utilizada para determinar se houve maioria absoluta.

Na interpretação apresentada pelo partido, seria possível anular os votos do candidato sem retirá-los da contagem considerada para verificar a necessidade de um segundo turno.

A legenda pede que a disputa entre Douglas Ruas e Eduardo Paes ocorra em 25 de outubro. Alternativamente, solicita uma nova data antes da diplomação do governador eleito.

Próximas etapas no STF

A determinação de Zanin não representa uma decisão sobre a validade da eleição de Douglas Ruas.

O ministro ainda não analisou o mérito do pedido nem definiu a competência do STF para julgar a controvérsia.

Depois das informações do TSE, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverão ser ouvidas, com prazo de cinco dias para manifestação de cada órgão.

O caso permanece em discussão judicial, sem decisão definitiva do STF sobre a realização de um segundo turno.

Disputa já havia chegado ao Supremo

Esta não é a primeira iniciativa judicial relacionada ao resultado da eleição fluminense examinada por Zanin.

Em pedido anterior, o ministro rejeitou uma tentativa da coligação de Eduardo Paes de impedir o encerramento da eleição no primeiro turno, apontando a necessidade de esgotamento dos recursos na Justiça Eleitoral.

A nova ação coloca novamente em discussão os efeitos da anulação de votos sobre a definição do vencedor de uma eleição majoritária.