Pular para o conteúdo
Domingo, 25 de outubro de 2026

Menu

Polícia investiga mortes de bebês no Hospital Salvalus; causas seguem sob apuração

Polícia investiga seis casos; inspeção sanitária avalia atendimento na unidade da Hapvida, na zona leste de São Paulo

Por Redação
Publicado em 24/10/2026 às 20:57

A Polícia Civil investiga seis mortes de bebês ocorridas neste ano no Hospital e Maternidade Salvalus, da rede Hapvida, na Mooca, zona leste de São Paulo. As famílias levantam suspeitas de negligência e contaminação hospitalar, mas a apuração ainda busca esclarecer as causas dos óbitos.

Segundo a Radioagência Nacional, a Secretaria da Segurança Pública informou que o trabalho inclui o exame de prontuários e depoimentos de profissionais de saúde e testemunhas. A investigação policial tramita no 8º Distrito Policial, no Brás, conforme a CNN Brasil.

O que precisa ser esclarecido

Ouvidos pelo Metrópoles, a médica legista e perita Caroline Daitx e o delegado Denis Saito ressaltaram que certidões com indicação de sepse ou choque séptico não bastam para comprovar erro médico. A avaliação exige prontuários, exames, laudos e a demonstração de eventual relação entre falha no cuidado e morte. A identificação de responsabilidade depende dessa análise.

O Metrópoles informou ter consultado 16 certidões de óbito. Esse conjunto de documentos não corresponde a 16 erros comprovados nem define, sozinho, o alcance do inquérito.

A Radioagência Nacional também relatou que 36 mães procuraram o escritório que acompanha famílias. O número vem da representação das mães e não deve ser apresentado como total oficial de casos investigados pela polícia.

Inspeção sanitária

Na sexta-feira (23), os centros estaduais de Vigilância Sanitária e Epidemiológica inspecionaram o hospital. Segundo a CNN Brasil, essa frente de apuração considera 35 óbitos, recorte distinto dos seis casos informados pela polícia.

A fiscalização examinou as unidades neonatal e pediátrica, práticas de higienização, prevenção de infecções e indicadores assistenciais. Também reuniu informações sobre mudanças no perfil dos pacientes, especialmente os de alta complexidade. A Secretaria de Saúde informou à CNN que a documentação estava em análise para avaliar medidas administrativas.

O que diz a Hapvida

Em nota reproduzida pelo Metrópoles, a Hapvida afirmou que os pacientes tinham quadros distintos e graves, receberam assistência contínua de equipes multidisciplinares e tratamentos individualizados, conforme a evolução clínica.

À CNN, a rede acrescentou que atende casos de alta complexidade e permanece à disposição das autoridades. Sustentou que as mortes não podem ser atribuídas a uma causa única sem comprovação técnica e que, entre os casos examinados, não identificou origem infecciosa comum.