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Sábado, 24 de outubro de 2026

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PGR pede ao STF rejeição de ação que busca registros de visitas de Vorcaro e esposa de Moraes ao Senado

Por Redação
Publicado em 23/10/2026 às 08:03

Paulo Gonet sustenta que vereador não demonstrou direito líquido e certo para exigir acesso aos dados. Processo está sob relatoria de Luiz Fux.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contrário a uma ação que pretende obrigar o Senado Federal a divulgar eventuais registros de entrada e saída de pessoas ligadas a autoridades e empresários.

Entre os nomes mencionados no pedido estão a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A iniciativa partiu do vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), que ingressou com mandado de segurança após a negativa do Senado em fornecer as informações solicitadas.

O que o vereador pretende descobrir

O parlamentar busca acesso a eventuais registros de entrada e saída de quatro pessoas nas dependências do Senado Federal:

  • Viviane Barci, advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes;
  • Daniel Vorcaro, ex-banqueiro;
  • Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS;
  • Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o relato apresentado na ação, o Senado negou os pedidos sob o argumento de que os registros envolveriam informações pessoais.

É importante destacar que a solicitação não comprova que essas pessoas tenham realizado visitas à Casa legislativa.

Por que a PGR é contrária ao pedido?

No parecer encaminhado ao Supremo, Paulo Gonet sustenta que o mandado de segurança não preenche os requisitos necessários para seu processamento.

A argumentação central é que o vereador apresentou a ação em nome próprio para defender interesses de natureza coletiva, sem demonstrar violação a direito subjetivo líquido e certo.

O procurador-geral fundamentou sua manifestação na jurisprudência do STF sobre legitimidade para utilização do mandado de segurança.

Transparência e proteção de dados

A controvérsia levanta uma questão jurídica relevante: até que ponto registros de acesso a prédios públicos podem ser divulgados quando envolvem informações pessoais?

A publicidade dos atos administrativos é um princípio constitucional, mas sua aplicação precisa ser conciliada com a proteção da intimidade e dos dados pessoais.

No caso em análise, porém, o argumento destacado pela PGR é processual: a inadequação do instrumento utilizado pelo autor, e não uma decisão definitiva sobre o sigilo dos registros.

O que acontece agora?

O processo está sob relatoria do ministro Luiz Fux, que deverá analisar o pedido e a manifestação da Procuradoria-Geral da República.

Até o momento da reportagem original, não havia data definida para a decisão.

O parecer da PGR não representa uma decisão do Supremo Tribunal Federal.