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Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

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PGR avalia pedido para quebrar sigilo do instituto ligado a Mendonça

Por Redação
Publicado em 13/09/2026 às 18:14

A Procuradoria-Geral da República avalia representação do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, que pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Instituto Iter, entidade ligada ao ministro André Mendonça, do STF. A informação foi publicada neste domingo (13/9) pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles. A peça havia sido protocolada na sexta-feira (11).

Lindbergh pede que a PGR investigue dois contratos firmados por contratação direta: um de R$ 1,63 milhão com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), da Secretaria da Educação de São Paulo; outro de R$ 380 mil com a Prefeitura de São Paulo, via Secretaria Executiva de Gestão e Escola Municipal de Administração Pública. Também solicita que o Coaf elabore Relatório de Inteligência Financeira sobre o Iter, sócios e dirigentes à época e pessoas jurídicas vinculadas — o que, segundo a representação, abrangeria Mendonça.

O deputado ressalva que “não está atribuindo crime a quem quer que seja” e que “não se imputa conduta (delituosa) a magistrado”. Diz haver “hipótese investigativa séria” extraída de fontes públicas.

O pedido veio dias depois de Mendonça anunciar saída da sociedade do Iter, após reportagens de que a entidade faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em 2025, no primeiro ano de funcionamento. A assessoria do instituto não respondeu à Folha na sexta. Não há, até aqui, decisão da PGR autorizando quebra de sigilo nem conclusão sobre legalidade dos contratos.

O contexto é a crise no STF em torno do caso Master, em que Mendonça é relator. A representação de Lindbergh é ato parlamentar autônomo e não se confunde com o julgamento de terça-feira (15/9) sobre o relatório da PF.