Relatório aponta suspeitas de crimes financeiros nas relações entre Master e BRB. Indiciamento não equivale a condenação.
A Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro, Augusto Lima, Paulo Henrique Costa e outras 12 pessoas em uma investigação sobre suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 28 de outubro, por VEJA e UOL.
Segundo a VEJA, esses são os primeiros indiciamentos da Operação Compliance Zero. O UOL informou que a PF encaminhou um relatório parcial ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento não representa o encerramento de todas as apurações do caso.
Suspeitas apontadas
De acordo com a VEJA, o relatório atribui a Daniel Vorcaro suspeitas de gestão fraudulenta de instituição financeira, prestação de informação falsa, fraude à fiscalização, lavagem de capitais e organização criminosa.
Ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa são atribuídas suspeitas de gestão fraudulenta e organização criminosa. A reportagem também menciona indícios relacionados a corrupção ativa e passiva, mas ressalva que essa frente não é objeto do relatório noticiado.
As informações consultadas não permitem atribuir os mesmos crimes indistintamente aos 15 indiciados. A análise da conduta de cada um depende dos elementos individualizados na investigação.
Os 15 indiciados
Conforme a relação publicada pelo UOL:
- Daniel Bueno Vorcaro
- Paulo Henrique Rodrigues Costa
- Augusto Ferreira Lima
- Ângelo Antônio Ribeiro da Silva
- Alberto Félix de Oliveira Neto
- Luiz Antonio Bull
- Dário Oswaldo Garcia Júnior
- Allan da Silva Machado
- Daniel Lopes Monteiro
- André Felipe de Oliveira Seixas Maia
- Henrique Souza e Silva Peretto
- Cristiane Maria Lima Bukowitz
- Luana de Andrade Ribeiro
- Diogo Ilário de Araújo Oliveira
- José Maria Correa Dias Junior
Indiciamento não é condenação
O indiciamento formaliza a conclusão da autoridade policial sobre indícios de autoria e materialidade. Não substitui a análise do Ministério Público nem representa uma condenação judicial. Uma eventual acusação criminal deve seguir as etapas próprias do processo, com direito de defesa e exame pelo Judiciário.
Defesas
As versões consultadas das reportagens não apresentavam manifestações das defesas sobre os novos indiciamentos. O ÉNotório não teve acesso à íntegra do relatório policial nem realizou contato próprio com os advogados para esta matéria. As imputações são apresentadas como suspeitas atribuídas à investigação, não como culpa comprovada.