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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Lula e Flávio Bolsonaro fazem primeiro debate presidencial na Band em meio a acusações e divergências sobre segurança e economia

Por Redação
Publicado em 19/10/2026 às 10:03

Encontro realizado neste domingo (18) foi marcado por confrontos sobre o fim da escala 6×1, saúde pública, combate ao crime organizado e transparência.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, participaram neste domingo (18) do primeiro debate das eleições presidenciais de 2026, realizado pela TV Bandeirantes.

O encontro reuniu propostas para o país e confrontos diretos entre os candidatos. As discussões exigiram intervenções dos mediadores em determinados momentos.

Segurança pública divide os candidatos

Um dos principais temas foi o enfrentamento da criminalidade.

Flávio Bolsonaro defendeu a classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas e anunciou a proposta de criar 500 mil vagas no sistema penitenciário, caso seja eleito.

Lula, por sua vez, reafirmou a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública, com a finalidade de ampliar a coordenação entre União, estados e municípios.

Os candidatos também divergiram sobre as saídas temporárias de presos e as estratégias para combater o crime organizado.

Fim da escala 6×1 provoca novo confronto

A redução da jornada de trabalho foi outro destaque.

Flávio Bolsonaro afirmou ter mudado de posicionamento sobre o fim da escala 6×1 após ouvir trabalhadores. O candidato declarou que passou a apoiar a medida, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional.

Lula questionou a relação do adversário com a realidade dos trabalhadores brasileiros e defendeu as mudanças na organização da jornada.

SUS e pandemia entram na discussão

Na área da saúde, Flávio Bolsonaro apresentou a proposta de adotar um modelo de gestão inspirado no Hospital Albert Einstein para melhorar o atendimento no Sistema Único de Saúde.

Lula criticou a proposta e questionou a visão do adversário sobre os serviços públicos. O presidente também retomou críticas à condução da pandemia de covid-19 durante o governo Jair Bolsonaro.

Transparência e acusações

O debate ganhou intensidade quando Lula propôs que ambos os candidatos abrissem seus sigilos bancário e telefônico, incluindo informações de familiares, para permitir a investigação de possíveis irregularidades.

Flávio afirmou não ter nada a esconder, mas não assumiu expressamente o compromisso nos termos apresentados.

Os dois também trocaram questionamentos envolvendo familiares, investigações e suspeitas de irregularidades. As acusações feitas durante o debate não devem ser interpretadas, por si só, como comprovação de crimes.

Relações internacionais e soberania

No campo internacional, Lula questionou a posição do adversário em relação aos Estados Unidos e destacou a importância da soberania brasileira sobre minerais estratégicos.

Flávio defendeu a cooperação internacional no combate ao crime organizado e negou ter atuado para prejudicar empresas brasileiras por meio de tarifas comerciais.

Suspeita de bomba mobiliza policiais após o debate

Após o encerramento, uma suspeita de explosivo em um veículo no estacionamento da Band levou ao acionamento de uma equipe especializada da Polícia Militar de São Paulo.

A área foi inspecionada, mas nenhum artefato foi encontrado. O local foi posteriormente liberado.

Contexto eleitoral

O primeiro encontro direto entre os candidatos na televisão colocou em evidência diferentes propostas de governo e estratégias de campanha.

O debate apresentou ao eleitorado posições sobre políticas sociais, segurança pública, direitos trabalhistas e relações internacionais, temas centrais para a escolha do próximo presidente da República.