Dos R$ 600 mil declarados em patrimônio pelo deputado Sóstenes Cavalcante, quase R$ 470 mil permanecem sob custódia da Polícia Federal no âmbito da Operação Galho Fraco.
O deputado federal e líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 500 mil em dinheiro vivo. A quantia representa mais de 80% do patrimônio total de R$ 600 mil informado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — composto ainda por um terreno avaliado em R$ 100 mil.
No entanto, cerca de R$ 468 mil desse valor em espécie seguem apreendidos pela Polícia Federal desde dezembro do ano passado, quando foram recolhidos durante o cumprimento de mandados da Operação Galho Fraco.
Origem dos recursos e versão do parlamentar
Na declaração oficial enviada ao TSE, o parlamentar sustenta que a quantia em dinheiro vivo é proveniente da venda de um imóvel localizado no município de Ituiutaba (MG), formalizada por meio de escritura pública e contrato particular de compra e venda.
Ao comentar o caso, Sóstenes confirmou que os R$ 500 mil declarados correspondem ao montante que esteve sob alvo da ação policial e afirmou estar confiante na recuperação dos valores por vias judiciais:
Lógico que vou reaver, o dinheiro é lícito. Os advogados estão aguardando as audiências”, declarou o parlamentar.
Na época da apreensão, em dezembro, o deputado justificou o armazenamento de grande quantia em espécie em razão da rotina intensa de trabalho, que teria impedido a realização do depósito bancário em tempo hábil.
Investigação da Polícia Federal
A Polícia Federal apura se a justificativa da venda do imóvel foi construída para mascarar a verdadeira origem dos recursos. A suspeita principal envolve um suposto esquema de desvio de verbas da cota parlamentar da Câmara dos Deputados mediante contratos simulados ou superfaturados de locação de veículos.
Em fase recente da Operação Galho Fraco, deflagrada neste mês, agentes da PF cumpriram novos mandados de busca e apreensão contra aliados do deputado. Segundo os investigadores, surgiram indícios de tentativa de ocultação e manipulação de provas relacionadas ao inquérito.
O caso segue sob análise da Justiça e da Polícia Federal, que aguardam a conclusão das diligências e a realização das audiências com a defesa do parlamentar.





