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Sábado, 10 de outubro de 2026

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Jingle de Osmarzinho vira molde de ataque nas redes; no Ceará, Ciro e Elmano já se atacam por outro caminho

Justiça do Piauí determinou a remoção do áudio de 2016; imitação por campanhas oficiais no Ceará não foi comprovada.

O jingle criado em 2016 contra Osmar Vieira, o “Osmarzinho”, então candidato à Prefeitura de Cocal dos Alves (PI), voltou a circular em 2026 e virou meme nacional. Em ritmo de forró e axé, a peça usa perguntas e respostas e repete o nome do alvo. A Justiça Eleitoral já havia determinado a retirada naquele pleito. Em 28 de agosto de 2026, a Justiça do Piauí mandou Instagram e TikTok removerem publicações com o conteúdo e fixou multa diária de R$ 5 mil.

Por Redação
Publicado em 12/09/2026 às 13:56

O jingle criado em 2016 contra Osmar Vieira, o “Osmarzinho”, então candidato à Prefeitura de Cocal dos Alves (PI), voltou a circular em 2026 e virou meme nacional. Em ritmo de forró e axé, a peça usa perguntas e respostas e repete o nome do alvo. A Justiça Eleitoral já havia determinado a retirada naquele pleito. Em 28 de agosto de 2026, a Justiça do Piauí mandou Instagram e TikTok removerem publicações com o conteúdo e fixou multa diária de R$ 5 mil. Osmar venceu em 2016 e 2020; não concorre em 2026. As acusações da letra são de campanha adversária — não foram adotadas aqui como fato.

A fórmula grudou. O Globo registrou versão nas redes contra Flávio Bolsonaro, no mesmo esquema de pergunta e nome. Isso é uso de apoiadores e perfis, não automaticamente peça de comitê homologada.

No Ceará, a campanha ao governo entre Ciro Gomes e Elmano de Freitas está áspera, mas o que as redações documentaram é outro gênero: debate do Sistema Verdes Mares (9/9), com “baixa o dedinho” e “vai ficar na sua cara”; propaganda de Elmano associando Ciro a Jair Bolsonaro, com direito de resposta concedido a Ciro em 6/9. Em 2024, Fortaleza já tinha jingles de ataque (André Fernandes × Sarto), em formato diferente.

O que esta redação não localizou: jingle oficial de Ciro, Elmano ou coligações cearenses copiando a métrica de Osmarzinho para “trocar ataques”. Se a pauta nasceu de um vídeo específico, é preciso enviar o link, a conta e a data. Sem isso, afirmar a imitação seria preencher lacuna.

Situação atual: áudio original sob ordem de remoção no PI; paródias nacionais em circulação; Ceará em campanha polarizada por TV e debate. Próximo passo, se houver peça cearense: checar se é comitê oficial ou perfil avulso e se há representação no TRE-CE.