Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Menu

Instituto dos Advogados Brasileiros cobra neutralidade da Justiça Eleitoral e alerta para risco de politização

Por Redação
Publicado em 19/10/2026 às 14:54

Entidade defende imparcialidade dos magistrados, igualdade entre candidaturas e respeito às garantias constitucionais na atuação do TSE.

O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) manifestou preocupação com a atuação da Justiça Eleitoral e defendeu a necessidade de preservar a imparcialidade dos magistrados responsáveis por decisões que podem afetar diretamente os direitos políticos e a participação de candidatos nas eleições.

A manifestação foi apresentada pelo Observatório da Democracia do IAB, em nota datada de 16 de outubro e divulgada no dia 17. O documento faz referência a recentes intervenções consideradas conflitantes no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A entidade sustenta que a neutralidade da Justiça Eleitoral constitui uma condição indispensável para assegurar a legitimidade do processo democrático.

Imparcialidade e garantias constitucionais

Na manifestação, o IAB destaca que a atuação dos magistrados eleitorais deve observar os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade administrativa, além das garantias relacionadas ao juiz natural.

O instituto também associa essas exigências ao pluralismo político e à soberania popular, previstos na Constituição Federal.

Segundo a entidade, a aplicação das normas eleitorais deve ocorrer sem interesses pessoais dos julgadores e com tratamento igualitário entre partidos e candidaturas.

Código Eleitoral prevê suspeição por parcialidade

Um dos principais fundamentos apresentados pelo IAB é o artigo 20 do Código Eleitoral, que estabelece hipóteses de suspeição de integrantes dos tribunais eleitorais, incluindo situações de parcialidade partidária.

A entidade ressalta que a observância das competências jurisdicionais e das garantias processuais é essencial para preservar a confiança nas decisões judiciais.

O posicionamento não significa oposição à fiscalização eleitoral ou à adoção de medidas legítimas contra irregularidades, mas uma defesa de que essas providências respeitem os limites constitucionais e legais.

Preocupação com a politização do Judiciário

O Observatório da Democracia afirma que a coerência institucional e a igualdade de tratamento entre candidaturas são pressupostos fundamentais da legitimidade da Justiça Eleitoral.

A manifestação também expressa preocupação com a possibilidade de politização das decisões judiciais e seus efeitos sobre a credibilidade do Poder Judiciário.

O IAB defende que a Justiça Eleitoral permaneça fiel às normas constitucionais e legais, de maneira a preservar sua independência e a confiança da sociedade.

Contexto

A manifestação ocorre em um cenário de elevada atenção pública às decisões da Justiça Eleitoral, especialmente diante de disputas que envolvem direitos políticos, candidaturas e regras de participação no processo eleitoral.

A neutralidade judicial é uma exigência institucional que busca assegurar que decisões sejam fundamentadas na legislação e nas provas dos processos, independentemente de interesses partidários.

A nota do IAB representa um posicionamento institucional de defesa dessas garantias. Seu conteúdo, por si só, não comprova a ocorrência de parcialidade em uma decisão específica do TSE.