Guerra por repasses de valores e divergências sobre o filme biográfico do Rei do Pop estremecem a relação entre Prince, Paris e Bigi Jackson.
A disputa em torno da administração do espólio bilionário de Michael Jackson (1958–2009) ganhou um novo e tenso capítulo. Os três filhos do Rei do Pop — Prince, de 29 anos; Paris, de 28; e Bigi (anteriormente conhecido como Blanket), de 24 — teriam cortado relações pessoais e passado a se comunicar exclusivamente por meio de advogados.
O imbróglio envolve o controle de um patrimônio estimado em cerca de US$ 789 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões). Segundo informações divulgadas pelo site norte-americano Radar Online, o estopim para o rombo nas relações familiares foi uma recente liberação judicial autorizando o pagamento de um bônus adicional de US$ 625 mil (cerca de R$ 3,1 milhões) em favor de Paris Jackson, referente a honorários e custas do processo em que sua defesa questiona ações da gestão do espólio.
A decisão desagradou Prince e Bigi, selando o distanciamento total entre os irmãos. Documentos anexados às ações revelam repasses milionários acumulados pelos herdeiros nos últimos anos: até 2022, Paris já havia recebido cerca de US$ 3,2 milhões, enquanto Prince obteve aproximadamente US$ 3,1 milhões e Bigi, cerca de US$ 1 milhão.
Bastidores de cinema acentuaram divergências
Além das divergências financeiras, a produção da cinebiografia “Michael” — longa-metragem sobre a trajetória do cantor — acabou aprofundando o desgaste entre o trio.
Prince atuou ativamente no projeto como coprodutor, enquanto Paris teceu críticas públicas sobre os rumos do roteiro. A cantora e atriz revelou ter enviado anotações apontando o que considerava “desonesto” na narrativa original, mas teve suas observações ignoradas pela equipe responsável.
“Li uma das primeiras versões do roteiro e fiz minhas anotações sobre o que achava desonesto ou que não parecia certo para mim. Quando simplesmente ignoraram, resolvi seguir com a minha vida”, afirmou Paris.
De dívida milionária a império financeiro
Embora Michael Jackson tenha falecido em junho de 2009 acumulando dívidas expressivas, a gestão dos executores nomeados em seu testamento transformou o espólio em uma máquina bilionária de arrecadação. Acordos milionários de catalogação musical, direitos autorais e licenciamentos comerciais — como a venda parcial do catálogo à Sony — injetaram bilhões de dólares no patrimônio acumulado.
Até o momento, os representantes legais de Prince, Bigi e dos administradores do espólio não se pronunciaram publicamente sobre o andamento dos processos nem sobre o rompimento do trio.





