O Fantástico desta domingo (27) repercutiu a Operação Bon Vivant, deflagrada em 15 de setembro pela Polícia Civil da Paraíba. Segundo o G1 e o Diário do Nordeste, o grupo investigado por tráfico de drogas, comércio de armas e lavagem de dinheiro atuava em Campina Grande (PB) e no Rio Grande do Norte e teria movimentado cerca de R$ 144 milhões em dois anos.
A polícia descreve negócios no circuito de vaquejadas e leilões de animais de alta genética como uma das formas de dar aparência lícita ao dinheiro. Integrantes teriam arrematado animais em leilão promovido por Wesley Safadão, dono do Haras WS, em Aracoiaba (CE), para se aproximar do cantor e impulsionar a carreira de outro artista, potiguar, cujo nome não foi divulgado. Contratos de shows desse artista, segundo a investigação, também serviriam à lavagem. O G1 cita ainda o uso de laranjas e de academias.
O delegado Lucas Rothardan, do Dracco, disse à TV Paraíba que o inquérito avançou a partir da análise de um celular apreendido. Foram cumpridos 28 mandados de prisão; 27 pessoas foram presas (15 já estavam custodiadas). A Justiça bloqueou cerca de R$ 144 milhões, suspendeu duas intermediadoras de criptomoedas e interditou três imóveis de alto padrão.
Wesley Safadão não é investigado neste inquérito, conforme o Diário do Nordeste. Comprar em leilão público não prova, por si, que o vendedor conhecia a origem do dinheiro. Até esta publicação, a ÉNotório não localizou nota do cantor nem do Haras WS sobre o quadro do Fantástico.
O Haras WS, comprado em 2018, cria Quarto de Milha e realiza leilões que já movimentaram dezenas de milhões, segundo a imprensa especializada. Isso descreve o mercado — não a autoria do crime.