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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

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Dois americanos descobrem aos 38 anos que o hospital os trocou ao nascer; famílias processam a unidade

Por Redação
Publicado em 18/09/2026 às 11:02
Atualizado em 18/09/2026 às 12:04

Kyle Bylin e Jeremy Morrison nasceram no Unity Medical Center, em Grafton. Ação no Tribunal do Condado de Walsh pede indenização; a defesa alega que os registros da época já não existem.

Kyle Bylin e Jeremy Morrison, ambos com 38 anos, descobriram por testes de DNA caseiros que foram trocados ao nascer e criados pelas famílias biológicas um do outro. Os dois nasceram com poucas horas de diferença em 26 de janeiro de 1988, no Unity Medical Center, em Grafton, na Dakota do Norte, e, segundo a ação judicial, eram os únicos bebês daquela unidade naquele dia. 

Kyle fez o exame para investigar a origem alemã da mãe que o criou. A plataforma de genealogia indicou que ele não tinha vínculo biológico com ela e apontou uma mulher desconhecida como tia. Essa mulher era tia de Jeremy. Depois que Jeremy também testou o DNA, os resultados cruzados confirmaram a troca.

Kyle, filho biológico da família Morrison, cresceu com Evelyn Newton e Keith Bylin. Jeremy, filho biológico do casal Bylin, foi criado por Elizabeth O’Toole e Terry Morrison. Jeremy disse à emissora KKTV que sempre destoou fisicamente da família com quem cresceu: “Eu não tinha ninguém na minha família que se parecesse comigo”. E acrescentou que o exame não apaga o vínculo construído: “Um teste de DNA não vai tirar 38 anos de lembranças”.

Os dois já falaram por telefone e conheceram os pais biológicos, mas, nas reportagens de julho de 2026, ainda não haviam se encontrado pessoalmente.

Em 7 de julho de 2026, os dois homens e os quatro pais ajuizaram ação no Tribunal Distrital do Condado de Walsh. O pedido supera US$ 50 mil (cerca de R$ 279 mil na cotação citada à época) e atribui ao hospital negligência, erro médico, fraude e danos emocionais. A instituição reconhece que os homens cresceram separados dos pais biológicos, mas nega responsabilidade. A defesa pediu o arquivamento e afirmou que registros médicos e funcionais daquele período já não existem. 

O caso ainda não tem sentença. A responsabilidade do hospital, o nexo com a troca e o valor de eventual indenização dependem do andamento da ação.