Ação no Distrito Federal e em cinco estados investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada para receber pagamentos de apostadores.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Azzardo para investigar uma rede suspeita de explorar apostas ilegais e lavar dinheiro. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a Justiça determinou o bloqueio de contas e ativos financeiros até o limite global de R$ 3,483 bilhões.
O valor corresponde ao teto da medida cautelar. Ele não representa, necessariamente, o total efetivamente bloqueado ou apreendido.
Cerca de 200 policiais participam da ação no Distrito Federal, em São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. A investigação começou após comunicações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda sobre plataformas que operavam sem autorização federal.
Suspeita de uso de empresas de fachada
Segundo a polícia, pagamentos feitos por Pix eram encaminhados a empresas com atividades declaradas sem relação com apostas. Entre os exemplos citados pelos investigadores estão uma clínica de assistência psicossocial e uma loja de artigos de tarô, registradas no Distrito Federal.
A suspeita é de que empresas de fachada fossem utilizadas para receber e redistribuir recursos, dificultando o rastreamento das transações. Parte dos valores também teria sido convertida em criptoativos, conforme informações publicadas pelo Correio Braziliense.
