STF não arquivou inquéritos de Moraes e Vorcaro após reeleição de Lula; caso segue pendente
Plenário ainda não definiu o rito das suspeitas; Fachin mantém o caso Master sob gestão da Presidência por prazo adicional.
Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro de 2026, circulam especulações de que inquéritos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master) seriam automaticamente arquivados. As fontes oficiais e as decisões recentes do Supremo Tribunal Federal não confirmam essa hipótese.
O caso que envolve mensagens extraídas do celular de Vorcaro, contrato de cerca de R$ 131 milhões com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes (esposa do ministro) e outros elementos chegou ao plenário em setembro. A discussão foi suspensa por pedido de vista do ministro Flávio Dino (prazo regimental de até 90 dias, até meados de dezembro). Em 29 de outubro, o presidente do STF, Edson Fachin, manteve a Operação Compliance Zero (Master) sob gestão excepcional e provisória da Presidência por mais 90 dias, devolvendo apenas o caso do INSS à relatoria de André Mendonça. Não houve decisão colegiada de arquivamento nem de abertura formal de investigação criminal contra Moraes.
Separadamente, Fachin tem arquivado investigações derivadas do inquérito das fake news (Inq 4781), antes sob relatoria de Moraes, a pedido da PGR, por falta de provas ou prescrição. Esses arquivamentos não se confundem com o caso Master/Vorcaro.
Até o momento, não existe decisão do Supremo determinando o arquivamento automático ou em bloco dos procedimentos ligados a Moraes e Vorcaro em razão do resultado eleitoral. O tema permanece em aberto, com perspectiva de retomada em 2027, conforme prazos regimentais e o recesso do Judiciário.