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Sábado, 31 de outubro de 2026

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Nordeste supera Sul e ocupa segundo lugar em gestão de patrimônio

Por Redação
Publicado em 30/10/2026 às 10:23

Região encerrou o primeiro semestre de 2026 com R$ 60,5 bilhões administrados por gestores de patrimônio, segundo a Anbima.

O Nordeste passou a ocupar a segunda posição entre as regiões brasileiras em volume de investimentos administrados por gestores de patrimônio. O montante chegou a R$ 60,5 bilhões no primeiro semestre de 2026, avanço de 9,4% em relação a dezembro de 2025, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A região ultrapassou o Sul, que registrou R$ 55,9 bilhões, e ficou atrás do Sudeste, responsável por R$ 407,5 bilhões. Os números foram divulgados pela Anbima em 30 de setembro e destacados pelo colunista Victor Ximenes, do Diário do Nordeste, em publicação de 29 de outubro.

**Crescimento regional contrasta com queda nacional**

Enquanto o volume administrado no Nordeste aumentou, o total nacional recuou 1,9%, encerrando junho em R$ 533,3 bilhões. A participação nordestina corresponde a aproximadamente 11,3% desse montante, considerando os valores arredondados divulgados.

O Sudeste teve redução de 3,5% no período, e o Sul, de 1,2%. A classificação apresentada considera o segmento de gestão de patrimônio acompanhado pela entidade, não o conjunto de toda a atividade econômica dessas regiões.

O que os números representam

O levantamento acompanha recursos administrados por gestores de patrimônio. Não mede o Produto Interno Bruto (PIB), a renda média ou a riqueza total da população nordestina.

Também é importante distinguir o crescimento do volume administrado da rentabilidade dos investimentos. O avanço de 9,4% não significa que cada cliente ou carteira tenha obtido esse retorno.

Retrato do primeiro semestre

A comparação tem como referência o encerramento de junho de 2026 e o fim de dezembro de 2025. Portanto, os valores não representam um balanço do ano completo nem uma atualização dos saldos de outubro.

Os dados mostram a maior participação do Nordeste nesse segmento do mercado financeiro, mas, isoladamente, não permitem concluir como os recursos estão distribuídos entre os moradores da região ou quais fatores explicaram integralmente o avanço.