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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de manter contato com Willer Tomaz

Por Redação
Publicado em 27/10/2026 às 10:57

Medida cautelar também restringe viagens do senador; investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de manter contato com o advogado Willer Tomaz. Segundo reportagens da CNN Brasil e da Band, a restrição alcança comunicações diretas e por intermédio de outras pessoas.

A ordem integra uma decisão sigilosa. Conforme a CNN, a Polícia Federal intimou o parlamentar na manhã de segunda-feira (26) para cumprir as medidas. Os dois são investigados em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Restrições de viagem

De acordo com a Band, a determinação cancela os passaportes brasileiros de Flávio, inclusive o diplomático, e prevê sua inclusão no sistema de alerta migratório da PF. O senador também foi proibido de deixar o país. O prazo de 24 horas mencionado no detalhamento da ordem refere-se à entrega de passaportes de outras nacionalidades que ele eventualmente possua.

Em manifestação nas redes sociais, relatada pela emissora, Flávio negou intenção de sair do Brasil e afirmou que entregaria seus documentos. O senador classificou a medida como tentativa de intimidação e atribuiu motivação política à decisão. Essas são alegações do parlamentar.

Investigação e defesa

Segundo a Exame, a apuração examina possíveis vínculos financeiros entre Flávio e Willer envolvendo empresas de apostas. A defesa do advogado nega que o senador tivesse acesso privilegiado a uma conta bancária relacionada ao caso e sustenta que ambos mantêm apenas amizade, sem movimentações financeiras entre eles.

A revista também informou que, em 23 de outubro, Moraes havia determinado o bloqueio de bens e valores ligados a Willer até o limite de R$ 6 bilhões. Esse teto não significa que todo o montante tenha sido localizado ou efetivamente bloqueado. A defesa contestou as medidas e negou irregularidades.

As restrições são cautelares e não representam condenação dos investigados. Como o procedimento tramita sob sigilo, o alcance da ordem aqui descrito é atribuído às reportagens que divulgaram seu conteúdo.