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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Debate na Band é marcado por ataques pessoais entre Lula e Flávio

Presidenciáveis trocaram acusações sobre familiares e corrupção e apresentaram propostas para segurança, saúde e economia; checagem apontou afirmações falsas dos dois.

Por Redação
Publicado em 18/10/2026 às 23:25
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram ataques pessoais e acusações no debate da Band, em São Paulo, na noite deste domingo, 18 de outubro. Primeiro confronto entre os dois nesta campanha presidencial, o encontro também abordou segurança pública, saúde, renda e jornada de trabalho. A emissora disponibilizou a retrospectiva do programa completo após o encerramento.

No primeiro bloco, Flávio cobrou explicações sobre declarações de Roberta Luchsinger e investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Lula respondeu que o filho prestaria depoimento. O presidente, por sua vez, questionou os recursos de Daniel Vorcaro destinados ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que o dinheiro se destinava à produção e que já havia explicado o assunto, segundo a cobertura do UOL. As falas são acusações e respostas dos candidatos, não conclusões judiciais.

Lula propôs que os dois abrissem sigilos bancários e telefônicos, incluindo os de familiares. De acordo com a Band, Flávio não aceitou o desafio. Os candidatos também divergiram sobre as relações com os Estados Unidos: Lula questionou a atuação da família Bolsonaro, enquanto o senador afirmou que suas viagens buscavam defender empresas brasileiras das tarifas comerciais.

Propostas e divergências

Na segurança pública, Flávio defendeu o emprego das Forças Armadas na fiscalização de fronteiras, portos e aeroportos e o uso de câmeras com inteligência artificial. Lula cobrou apoio à proposta de mudança constitucional para ampliar a atuação da União no setor. As posições foram registradas pela cobertura da própria emissora.

Na saúde, o senador apresentou propostas de prontuário eletrônico integrado pelo CPF e telemedicina, comparando o atendimento desejado ao padrão do Hospital Albert Einstein. Lula perguntou se a proposta significaria privatização do SUS e criticou a gestão da pandemia no governo Jair Bolsonaro. A pergunta do presidente não constitui confirmação de que o adversário tenha proposto privatizar o sistema.

Na economia, Flávio prometeu um Ministério da Prosperidade, manutenção de programas sociais e carência para dívidas de pessoas e empresas. Lula defendeu a valorização do salário mínimo e a formação de jovens para atividades ligadas às economias verde, criativa e digital. São propostas e posições apresentadas no debate, não medidas implementadas em decorrência do encontro.

A jornada de trabalho também entrou na discussão. Flávio afirmou que apoiou o fim da escala 6×1 após ouvir trabalhadores e associou o aproveitamento das folgas à melhoria das condições de segurança, conforme relato da Band.

 

Mediação e checagem

Nas considerações finais, gritos e manifestações da plateia levaram a mediadora Adriana Araújo a pedir silêncio. Ela também solicitou que Flávio parasse de circular atrás de Lula enquanto o presidente falava, segundo registro da CNN Brasil.

A Agência Lupa classificou como falsa a afirmação de Flávio de que Lula e Janja gastaram R$ 7 bilhões em viagens. Segundo a checagem, o valor correspondia às despesas com viagens de toda a estrutura federal entre 2023 e 2025, e não apenas do casal.

A agência também considerou falsa a afirmação de Lula de que recebeu um déficit de 2,8%. A Lupa apontou que o governo central encerrou 2022 com superávit primário e ressalvou que o resultado foi influenciado pelo adiamento de precatórios. A verificação, atualizada às 22h56, examina declarações específicas e não estabelece quem venceu o debate.