Defesa do candidato do PL alega suspeição por amizade íntima. O pedido ainda não foi decidido.
A defesa do senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, pediu nesta quarta-feira (30) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que declare o ministro Flávio Dino suspeito para atuar em processos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à eleição de 2026 e ao próprio parlamentar.
Em caráter liminar, os advogados querem a suspensão da tramitação desses autos na relatoria de Dino até o julgamento da suspeição. No mérito, pedem o afastamento e a redistribuição, ressalvadas hipóteses em que outro ministro já seja prevento.
A peça afirma que a relação “precede a toga e a ela, infelizmente, sobreviveu”. “Um jantar, um elogio, um telefonema: cada um deles, sozinho, poderia ser explicado. O que não se explica é o conjunto.” Entre os fatos citados está uma ligação de Lula a Dino em 28 de setembro, em Belém, na qual o presidente teria dito que não sancionaria um ato sem falar com o ministro.
O pedido abrange investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, emendas parlamentares e uma ação do PT contra a campanha de Flávio. A defesa questiona a ida de peças ao gabinete de Dino sem sorteio. Também usa o episódio das publicações sobre Nossa Senhora Aparecida: Dino derrubou, no domingo (27), ordem de André Mendonça no TSE; no dia seguinte, Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino.
A petição registra que “suspender, aqui, não é tomar partido. É obstar o conflito”. Não há, nas fontes, despacho de Fachin sobre o pedido.