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Quinta-feira, 1 de outubro de 2026

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Vorcaro nega à PF existência dos grupos “A Turma” e “Os Meninos”

Por Redação
Publicado em 30/09/2026 às 20:12

Empresário prestou depoimento por videoconferência. A Polícia Federal atribui às alcunhas funções de intimidação e ataque digital. Nada disso foi julgado.

O empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (30) e negou participação em atos violentos ou intimidatórios. Disse desconhecer grupos chamados “A Turma” e “Os Meninos”.

Em nota, a defesa afirmou que, com acesso ao inquérito, “tais expressões jamais designaram grupos específicos ou estruturas organizadas” e que não há ilicitude atribuível a Vorcaro. Os advogados sustentam que desabafos em mensagens privadas não geraram risco concreto e que a PF, em meses de apuração, não teria identificado vítimas das supostas ameaças. Pedem a soltura.

A PF extraiu as expressões do celular de Vorcaro e de aparelhos de investigados, entre eles o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Segundo a corporação, “A Turma” atuaria em monitoramento, coação e intimidação de concorrentes, ex-empregados e jornalistas. “Os Meninos” teriam perfil tecnológico: ataques cibernéticos, invasões e monitoramento ilegal. O ministro André Mendonça já descreveu “A Turma” como estrutura voltada a esses fins.

Relatos da investigação apontam discussão sobre simular um assalto contra o jornalista Lauro Jardim. Vorcaro disse à polícia conhecer apenas Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, com quem teria “contrato formal e lícito de prestação de serviços de inteligência e segurança digital”. Mourão foi preso em fase anterior da Operação Compliance Zero e morreu após tentativa de suicídio na carceragem da PF em Belo Horizonte.

Henrique Vorcaro, pai de Daniel, também depôs. Está preso desde julho no Nelson Hungria, em Contagem. A defesa dele afirma relações comerciais anteriores às ilicitudes apontadas e enviou carta a Mendonça contestando a leitura das mensagens.

As acusações permanecem sob investigação. Não há sentença sobre a existência ou o comando dos grupos.