A Folha de S.Paulo publicou nesta sexta-feira (25) o editorial “Disputa pelo Senado contrasta com corrida presidencial”. O jornal afirma que o eleitor já se definiu na escolha do Executivo, enquanto hesita na disputa pelas vagas do Senado — mesmo se tratando de eleição majoritária, em que se elegem os dois mais votados em cada estado, sem quociente eleitoral.
O editorial cita o Datafolha mais recente para dizer que apenas 2% dos entrevistados estavam em dúvida na corrida presidencial. Na simulação de primeiro turno usada no texto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 40% das intenções de voto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 36%. A Folha registra que a vantagem de dez pontos que Lula chegou a ter há quatro meses desapareceu e descreve a disputa como estagnada desde o início de setembro. Os dois teriam rejeição de 45%, segundo o mesmo texto.
Demais candidatos citados no editorial no cenário nacional: Augusto Cury (Avante), de 8% para 5%; Ronaldo Caiado (PSD), 4%; Renan Santos (Missão), 3%; Romeu Zema (Novo), 1%; e Samara (UP), 1%. São números de pesquisa, não de urna.
No governo de São Paulo, o editorial usa o Datafolha para colocar Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 50% das preferências contra 30% de Fernando Haddad (PT) — 56% a 34% nos votos válidos, no recorte reproduzido pela Folha.
Na disputa paulista ao Senado, o jornal aponta empate quádruplo na margem de erro: Marina Silva (Rede), 15%; Simone Tebet (PSB), 14%; André do Prado (PL), 12%; e Guilherme Derrite (PP), 12%, com 15% de indecisos. O Datafolha divulgado em 24 de setembro ouviu 1.610 eleitores em 65 cidades de São Paulo, entre 22 e 24 de setembro. Margem de 2 pontos percentuais. Registros no TSE: SP-03730/2026 e BR-09355/2026. A pesquisa foi contratada por Folha e TV Globo.
O editorial conclui que o Legislativo não deveria ficar em segundo plano e cita, como exemplo, a competência do Senado para deliberar sobre impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Essa atribuição está no artigo 52, inciso II, da Constituição: compete privativamente ao Senado processar e julgar os ministros do STF nos crimes de responsabilidade.
A ÉNotório registra o argumento do jornal. Não há, neste pacote, previsão de que um processo de impeachment será aberto ou aprovado. Em 2026 estão em jogo 54 das 81 cadeiras da Casa.