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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

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Justiça de Barueri condena Pablo Marçal a indenizar dirigente da Rede em R$ 10 mil

Por Redação
Publicado em 25/09/2026 às 08:21

A juíza Telma Berkelmans dos Santos entendeu que o vídeo da campanha de 2024 ultrapassou a crítica política. A decisão é civil, de primeira instância, e pode ser revista.

A Justiça de São Paulo condenou o empresário e influenciador Pablo Marçal a pagar R$ 10 mil por danos morais a Marco Antonio Mills Martins, dirigente da Rede Sustentabilidade. A sentença é de 23 de setembro de 2026, da juíza Telma Berkelmans dos Santos, da 1ª Vara Cível e Criminal de Barueri. É decisão cível de primeira instância. Não se trata de condenação criminal, e o valor ainda pode mudar se houver recurso.

O caso vem de um vídeo da campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024. No domingo 25 de agosto, durante caminhada em uma feira na Vila Madalena, Marçal, então candidato do PRTB, soprou um pó branco em direção a Martins. Na época, a Folha descreveu a substância como pó branco não identificado. Martins, então presidente do diretório municipal da Rede e candidato a vereador, disse não ter conseguido identificar o produto. A ação agora julgada e a cobertura de 2026 tratam o material como farinha, usada para sugerir uso de drogas.

Marçal publicou o momento nas redes com a legenda “Faz o M, cheirador”, segundo o Metrópoles. A postagem passou de 7 milhões de visualizações. Na sentença, no trecho reproduzido pelo JuriNews, a juíza escreveu que a conduta, “além de desrespeitosa e descabida, foi publicada em rede social, vinculando a imagem do autor”, e que Marçal chamava Martins de cheirador, “afirmando tratar-se de usuário de drogas, como forma de ofender sua honra e abalar sua imagem”. Para a magistrada, a publicação não se ligava a um debate político ou a um ato público de Martins e ultrapassou “os limites da civilidade”.

Marçal não compareceu à audiência e não justificou a ausência. A juíza decretou a revelia. A revelia, no processo civil, permite presumir verdadeiros os fatos alegados pelo autor; não converte o caso em processo criminal. A sentença examinou o vídeo e fixou a indenização.

A defesa tem dez dias, contados da intimação oficial, para recorrer. A assessoria de Marçal disse ao Metrópoles que ele não vai se pronunciar.

Martins, nome de urna Marco Martins, é hoje candidato da Rede a deputado federal por São Paulo nas Eleições 2026, número 1800, conforme dados do TSE reunidos pelo g1. Em 2024, quando o vídeo foi feito, concorria a vereador na capital. Os dois momentos não se confundem: a indenização repara o episódio da campanha municipal, não uma fala da disputa deste ano.

O número do processo não constou das reportagens consultadas. Até o fechamento desta matéria, não havia notícia de recurso protocolado nem de trânsito em julgado.