Criança estava internada com bronquiolite grave e pneumonia viral. Hospital afirma ter localizado leito em Passo Fundo. Circunstâncias seguem sob apuração.
Uma bebê de quatro meses morreu na manhã de segunda-feira, 20 de julho de 2026, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A criança estava internada com quadro respiratório grave. A família acusa falhas no atendimento e pede investigação. Após a confirmação do óbito, houve tumulto na unidade.
Segundo a cobertura local, o diagnóstico era de bronquiolite viral aguda grave associada a pneumonia viral, com evolução para insuficiência respiratória aguda. Houve intubação e ventilação mecânica. Foi pedida vaga em UTI pediátrica. A transferência não se concretizou antes da morte. O Litoralmania registra que, até o fechamento da reportagem, não havia nota pública do hospital sobre as acusações da família.
O Correio do Povo e reproduções posteriores atribuem ao hospital outra linha de fatos: a família teria procurado o serviço em 14 de julho com bronquiolite e pneumonia viral; a internação teria sido recomendada e recusada; o recuo se repetiria no dia 15; só na terceira procura a criança teria sido internada. A instituição afirma que localizou leito no Hospital das Clínicas de Passo Fundo, que o óbito ocorreu por parada cardiorrespiratória e que as equipes usaram os recursos disponíveis. Relata ainda agressão a três médicos, uma enfermeira e dois técnicos. A Brigada Militar registrou a ocorrência.
A família, na versão colhida pela imprensa local, fala em quatro buscas por atendimento antes do agravamento definitivo e cobra exame de prontuários, horários, condutas e da busca pela UTI. Essas acusações, neste momento, são alegações — não conclusão técnica nem sentença.
Há registro jornalístico de que a Polícia Civil teria apontado evolução da doença e ausência de crime a apurar. Essa informação não foi confirmada aqui em nota oficial da delegacia. Enquanto isso não ocorrer, a formulação correta é: a apuração policial e eventual perícia é que poderão distinguir falha de atendimento, recusa de internação, demora de leito e curso natural da doença.
Agressão a equipe de saúde e dano ao patrimônio, se confirmados no boletim, são fatos próprios — distintos da causa da morte — e também sujeitos a responsabilização.
O espaço segue aberto ao hospital, à Secretaria de Saúde e à Polícia Civil.