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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

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Família acusa erro médico após morte de gestante em cesariana em Natal

Por Redação
Publicado em 18/09/2026 às 09:36

Parentes de Jaine, de 25 anos, afirmam que houve aplicação de medicamento equivocado durante o procedimento. O recém-nascido sobreviveu. A unidade não havia se pronunciado até a publicação da denúncia.

A família de Jaine, gestante de 25 anos, atribui a um erro na medicação as complicações que, segundo os parentes, levaram à morte da paciente após cesariana no Hospital Santa Catarina, em Natal (RN). O bebê sobreviveu. Até o fechamento da reportagem original, o hospital não havia se manifestado.

De acordo com relatos levados ao Via Certa Natal e reproduzidos pelo Agora RN em 20 de julho de 2026, Jaine chegou à unidade encaminhada para cesárea, com pressão alta e cerca de cinco centímetros de dilatação. A família afirma que a cirurgia, prevista para a manhã, só ocorreu por volta das 19h, depois de outros procedimentos considerados urgentes.

Os parentes dizem que, no centro cirúrgico, foi aplicada medicação diferente da indicada para náuseas e dor — um deles mencionou noradrenalina — e que a paciente convulsou antes da anestesia raquidiana. Segundo essa versão, a cesárea foi concluída com urgência, o recém-nascido foi extraído com vida e a mãe foi intubada. Familiares afirmam ainda que um médico teria dito ao marido que houve medicação errada.

Outro ponto da denúncia é a dificuldade relatada para a liberação do corpo após o diagnóstico de morte cerebral. Essas afirmações partem exclusivamente dos familiares. Não há, nas fontes consultadas, prontuário, laudo pericial, número de inquérito ou nota da Secretaria de Saúde que confirme a substância aplicada, o horário do parto ou o nexo com o desfecho.

O Hospital Santa Catarina (Hospital Dr. José Pedro Bezerra) é referência estadual em gestação de alto risco. Até a publicação da denúncia, a unidade não havia apresentado versão oficial. A ÉNotório não localizou atualização posterior que contradiga ou confirme o relato.

Erros de medicação em obstetrícia, quando comprovados, podem gerar apuração administrativa, ética (CRM) e, eventualmente, civil ou penal. Enquanto não houver perícia e manifestação formal, o caso permanece no campo da acusação familiar.