Encontro em São Paulo debateu inovação, inteligência artificial, prática profissional e o Selo OAB Recomenda; evento também entregou prêmio de excelência no ensino jurídico.
A OAB São Paulo realizou na sexta-feira (11) o 1º Congresso de Ensino Jurídico da entidade. O encontro reuniu representantes da Ordem, professores, gestores de instituições de ensino e estudantes para discutir os desafios da formação jurídica — da regulação à inteligência artificial.
Na abertura, o presidente da Comissão de Ensino Jurídico da OAB-SP, Darlan Barroso, questionou se Ordem, IES, docentes e alunos estariam “em lados diferentes” e respondeu que o objetivo comum é a qualidade do ensino. Defendeu aproximação maior entre a seccional e as instituições. A vice-presidente da OAB-SP, Daniela Magalhães, participou por videoconferência e classificou o debate como espaço para “experts em construir o futuro da profissão”. Também esteve na mesa a vice-presidente da comissão, Karina Franchini.
O congresso tratou de inovação, processo eletrônico, novas formas de aprendizagem, preparação para a prática, Exame de Ordem e Selo OAB Recomenda. Entre os painéis: o cenário do ensino jurídico para IES, gestores, professores e alunos; o advogado que o futuro exige entre regulação e inovação; arquiteturas de aprendizagem; e a passagem “do vademecum à inteligência artificial”. A palestra magna “A Ética e a Singularidade Humana em Tempos de IA” foi ministrada pelo professor Gabriel Chalita.
Um dos encaminhamentos é a construção de propostas a serem apresentadas ao Ministério da Educação e ao Conselho Federal da OAB. A programação também destacou o Prêmio Professora Thereza Celina Diniz de Arruda Alvim – Excelência no Ensino Jurídico, aprovado pelo Conselho Seccional da OAB-SP em 2026. A premiação reconheceu instituições por inovação pedagógica, pesquisa, extensão, inclusão, prática jurídica e integração entre ensino e advocacia.
Vencedores divulgados pela OAB-SP (Prêmio de Qualidade na Educação Jurídica 2026):
• Universidade São Judas Tadeu — gestão acadêmica integrada
• Centro Universitário Braz Cubas — pesquisa jurídica e formação de pesquisadores
• FIG-UNIMESP — extensão e difusão social do conhecimento
• Centro Universitário FACAMP — diversidade, equidade e inclusão
• Mackenzie Campinas — núcleo de prática jurídica (NEAJ / violência doméstica)
• UNIFAFIBE — combate à violência contra a mulher (NEV)
• Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo — prática docente e auditoria de plataformas
• FGV Direito SP — destaque institucional em projetos multidisciplinares
• UNIGRUPOFAEF Itapeva (FAIT) — matriz curricular integrada à advocacia e ao Exame de Ordem
• UniSALESIANO — inovação curricular e formação humanística
A OAB-SP também registrou o caso da advogada Monica Araújo, ex-aluna de Barroso, que retomou os estudos aos 42 anos, formou-se pela PUC Minas, foi aprovada no Exame de Ordem e viajou de Belo Horizonte a São Paulo para o congresso.