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Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

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Disputa no STF: Zanin exige acesso integral aos dados do iPhone de Vorcaro ainda hoje, 13

Ministro fixou prazo após a Polícia Federal informar a Fachin que tem condições técnicas de produzir cópias idênticas da extração; julgamento sobre relatório que cita Moraes está marcado para terça-feira.

Por Redação
Publicado em 13/09/2026 às 17:30

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou neste domingo (13/9) que a Polícia Federal entregue ao seu gabinete, até as 23 horas, uma cópia dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A ordem veio depois de a corporação informar ao presidente da Corte, Edson Fachin, que dispõe de condições técnicas para produzir cópias idênticas da extração, com mecanismos de integridade.

O aparelho — um iPhone 17 Pro apreendido em 18 de novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero — permanece sob custódia da PF. André Mendonça, relator do caso no STF, afirmou na sexta-feira (11) que o original não está em seu gabinete e que recebeu, em março, apenas uma cópia de segurança em HD, entregue em envelope lacrado e, segundo ele, ainda “intocada”.

Zanin, Moraes e Gilmar Mendes pediram acesso à íntegra da mídia antes da sessão de terça-feira (15/9), quando o plenário deve analisar relatório da PF sobre mensagens encontradas no celular de Vorcaro e atribuídas a um interlocutor identificado como Alexandre de Moraes. Zanin sustentou que o lacre da cópia não impede o compartilhamento, que a cadeia de custódia recai sobre o original e que a defesa de Vorcaro já teve acesso integral ao material pela própria PF. Argumentou ainda que não há hierarquia entre ministros e que os elementos de prova pertencem ao plenário, e não a um gabinete isolado.

No sábado (12), Fachin intimou a PF a informar, em 24 horas, a custódia e o estado do material. Neste domingo, a PF respondeu que o original nunca saiu de suas dependências e que a cópia enviada a Mendonça não se confunde com a mídia original. Disse ter “plenas condições técnicas” de encaminhar cópia idêntica aos gabinetes que a solicitaram, observadas as cautelas de sigilo.

Mendonça, em despacho posterior, alertou que a abertura irrestrita do conteúdo poderia tumultuar o julgamento e comprometer investigações ainda em curso. Segundo o relator, o material necessário à sessão de terça já estaria disponível nos autos.

A determinação de Zanin não encerra o caso nem antecipa o mérito do relatório. O que está em disputa, neste momento, é se todos os ministros terão o mesmo acervo bruto antes de deliberar.

Assuntos: STF Zanini