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Sábado, 10 de outubro de 2026

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PF aponta que Vorcaro autorizou cartões do Master a filhos de Moraes

Por Redação
Publicado em 02/09/2026 às 13:31

Conversa de 2 de outubro de 2025 mostra aval do banqueiro após pedido do escritório Barci de Moraes. A banca confirma a oferta e afirma que os cartões jamais foram utilizados.

Um relatório da Polícia Federal registra que Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, autorizou a emissão de cartões de crédito em nome de dois filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. As mensagens estão no celular do banqueiro e integram o material enviado ao ministro André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Segundo o documento citado pela cobertura, em 2 de outubro de 2025 o administrador do escritório Barci de Moraes, Guilherme de Toledo Benazzi, escreveu a Vorcaro pedindo contato “para falar a respeito do cartão de crédito da Giuliana e Alexandre”. O banqueiro encaminhou o número de Adriana Solano, executiva do Master.

No mesmo dia, Adriana consultou Vorcaro: “O Guilherme que trabalha com a dra. Viviane me ligou para emitir cartão para os filhos dela… Limite de 300 para cada… Posso seguir?”. A resposta foi “Ok”. A imprensa trata o valor como R$ 300 mil por cartão.

Giuliana e Alexandre Barci de Moraes são filhos de Moraes e de Viviane Barci de Moraes, titular do escritório que firmou contrato com o Master — valor apontado na cobertura em torno de R$ 131 milhões. Moraes e a mulher têm negado ilegalidade nas relações do escritório com o banco.

Ao Estadão e à Gazeta do Povo, o escritório Barci de Moraes confirmou que os cartões foram oferecidos pelo Master, mas afirmou que “jamais foram usados por qualquer advogado ou pessoa do escritório”. Não há, nas fontes consultadas, comprovação pública de movimentação desses plásticos.

As mensagens não demonstram, isoladamente, crime, vantagem indevida ou ato jurisdicional de Moraes em troca dos cartões. Mostram autorização comercial do banqueiro após pedido originado no escritório da mulher do ministro, no contexto do contrato com o banco.

Para que um ministro do STF seja formalmente investigado, o plenário da Corte precisa autorizar a apuração. Até a publicação desta matéria, isso não havia ocorrido. Mendonça avalia o material da PF.