Pular para o conteúdo
Sábado, 12 de setembro de 2026

Menu

O advogado e o cordel

Por Redação
Publicado em 31/08/2026 às 23:40
Atualizado em 01/09/2026 às 00:19

No sertão de Jaboatão, onde o processo não finda, um advogado, de coração, pegou o cordel e se vinga.

Dez anos de execução, desde o ano de dezesseis, uma compra e venda de imóvel que ainda não se desfaz.

Setenta e oito mil e novecentos, mais custas e mais honorários, multa do Código Civil por falta de pagamento voluntário.

O juiz Bruno Jader Silva Campos viu que a empresa não pagou, não impugnou no tempo certo, e mandou bloquear o que sobrou.

Pela teimosinha do Sisbajud, trinta dias de insistência, cem mil reais de crédito esperando a resistência.

Não veio o dinheiro, não veio, e em agosto o advogado voltou, com versos de cordel na mão e o processo na outra, de novo.

Falou do mandacaru sertanejo, das festas de São João que passaram, dos natais e das eleições que vieram e se acabaram.

Depois do verso, o juridiquês: pediu os atos que faltavam, sem pressa desmedida, não — só a duração razoável que esperavam.

A petição está nos autos, aguardando apreciação. O nome do poeta não se sabe, mas a coragem se anuncia.

Se o juiz der ouvidos ao cordel, a execução pode enfim findar. Se não der, o advogado volta com mais um verso pra cantar.

#ÉNotório #Justiça #Advocacia #Celeridade #Direito #Pernambuco #Cordel