Fux marca nova audiência no STF para destravar empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), designou para o dia 13 de agosto de 2026 nova audiência de conciliação sobre o empréstimo de aproximadamente R$ 6,6 bilhões destinado à capitalização do Banco de Brasília (BRB). A decisão foi tomada em 5 de agosto, após o Governo do Distrito Federal reclamar de “inércia” da União e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no cumprimento de acordo homologado no final de maio.

O contexto do empréstimo

O BRB enfrenta dificuldades de liquidez relacionadas a operações envolvendo o Banco Master. Em maio de 2026, após audiências de conciliação mediadas por Fux, foi firmado e homologado acordo entre a União e o GDF.

Pelos termos do acordo:

•  O Distrito Federal poderá contratar operação de crédito junto ao FGC, no valor equivalente a até 16% de sua Receita Corrente Líquida (cerca de R$ 6,5 bilhões a R$ 6,6 bilhões).

•  Não haverá repasse direto da União.

•  A operação contará com fiança de sindicato de bancos e contragarantias vinculadas às cotas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) pertencentes ao DF.

O pedido do GDF

Mais de dois meses após a homologação, o governo distrital alegou que não houve deliberação do FGC sobre a operação nem cumprimento pela União de suas obrigações contratuais. A Procuradoria-Geral do DF formalizou reclamação de “inércia” e pediu nova audiência.

Fux acolheu o pedido e convocou as partes para 13 de agosto, no gabinete do ministro, em Brasília.

Participantes previstos

Devem comparecer representantes:

•  do Governo do Distrito Federal;

•  do BRB;

•  da Advocacia-Geral da União;

•  do Ministério da Fazenda;

•  do Banco Central;

•  do Fundo Garantidor de Créditos;

•  do Banco do Brasil (em nome do consórcio de bancos);

•  do Ministério Público Federal.

O processo tramita sob a relatoria de Luiz Fux no STF. A audiência busca avançar na efetiva concessão do crédito, que ainda depende de sinalização positiva dos bancos envolvidos no sindicato garantidor.

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