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Quarta-feira, 9 de setembro de 2026

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13 ex-ministros do STF pedem a Fachin apuração imediata e sessão pública na crise da Corte

Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal enviaram, na segunda-feira (7 de setembro de 2026), carta ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pedindo a convocação urgente de sessão pública para que o Plenário determine “imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos” cuja divulgação, segundo o texto, vem comprometendo o prestígio e a autoridade do tribunal.

Por Redação
Publicado em 08/09/2026 às 11:34

Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal enviaram, na segunda-feira (7 de setembro de 2026), carta ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pedindo a convocação urgente de sessão pública para que o Plenário determine “imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos” cuja divulgação, segundo o texto, vem comprometendo o prestígio e a autoridade do tribunal. 

O documento classifica o momento como “a mais aguda crise” da história do STF e afirma que os fatos divulgados atingem também “a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas”. Ao mesmo tempo, os signatários declaram “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin na condução da Corte. 

Assinam a carta, na ordem divulgada pela imprensa: Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber. Dez deles já presidiram o Supremo. 

O texto não identifica ministros em exercício, não descreve os episódios que devem ser apurados e não pede afastamento de integrante da Corte. Veículos que tiveram acesso à carta registram que a manifestação ocorre no contexto da crise aberta após o levantamento de sigilo de peças relacionadas ao Caso Master e à divulgação de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e a um contato associado ao ministro Alexandre de Moraes. Essa conexão é contextual, não consta do documento. 

Até a manhã desta terça-feira (8), não havia nota oficial do STF sobre o recebimento da carta nem data marcada para sessão plenária específica sobre o tema. Fachin concentra a prerrogativa de pautar o Plenário. Qualquer apuração determinada pelo colegiado deverá observar o devido processo legal e a presunção de inocência.

A carta desloca o debate da disputa entre gabinetes para o plano institucional: o pedido é de que o próprio Supremo, em sessão pública, defina o rumo da apuração. Esse é o ponto de maior relevância pública do documento.