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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

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Presidente da OAB manifesta apoio público a Paulo Gonet e afirma confiança em sua integridade

Por Redação
Publicado em 10/09/2026 às 19:00

Em entrevista, Beto Simonetti diz que o procurador-geral é jurista de sólida formação e homem público comprometido com a Constituição; declaração ocorre em meio à crise que envolve o STF.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, manifestou nesta quinta-feira (10) apoio público ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em entrevista à JuriNews, Simonetti afirmou confiança na honra e na integridade do chefe do Ministério Público Federal, alvo de críticas nos últimos dias, no contexto da crise que atinge o ambiente do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Afirmo em público minha confiança na honra e na integridade de Paulo Gonet. Tenho profundo respeito por sua trajetória e pela seriedade com que ele exerce suas responsabilidades”, disse o presidente da OAB.

Simonetti descreveu Gonet como “um jurista com sólida formação e um homem público comprometido com a Constituição, com a independência de suas funções e com os interesses do país”. Segundo ele, “a defesa da ética na vida pública exige disposição para reconhecer o valor das pessoas e manifestar, com clareza, a confiança que elas nos inspiram”.

Em outro trecho, o líder da advocacia nacional afirmou: “Expresso minha convicção sobre a probidade de Paulo Gonet porque isso significa ser responsável. Confio em seu caráter, em seu equilíbrio e em seu compromisso com o cumprimento do dever. Sua honra e sua integridade merecem meu respeito e meu testemunho público de confiança.”

O pronunciamento ocorre no mesmo ciclo em que o Conselho Federal da OAB, em atuação conjunta com presidentes das seccionais, pediu ao STF que Gonet se abstenha de atuar na petição relativa a mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, desdobramento da Operação Compliance Zero / caso Banco Master. A entidade sustentou que a providência tem caráter “estritamente processual e preventivo” e que “não pressupõe juízo sobre a conduta” do PGR. 

Em declaração à revista Veja, também nesta quinta, Simonetti separou os dois planos. Disse que o pedido para que Gonet não atue naquele caso específico “não muda em nada a opinião” sobre o procurador-geral, a quem atribuiu “carreira irretocável” e papel na construção de um Ministério Público “forte, independente e cioso das garantias Constitucionais”. 

Gonet integra o Ministério Público Federal desde 1987 e ocupa a PGR desde dezembro de 2023. O nome dele aparece em mensagens recuperadas no celular de Vorcaro, segundo relatório da Polícia Federal tornado público no âmbito da crise no STF. O PGR tem sustentado a nulidade do procedimento que originou o relatório; essa tese é objeto de disputa na Corte e não foi tratada por Simonetti, na entrevista da JuriNews, como julgamento de culpa ou inocência.

Até o fechamento desta matéria, não havia pronúncia pública de Paulo Gonet sobre a entrevista do presidente da OAB nas fontes consultadas. Também não havia decisão conhecida do STF sobre o pedido de abstenção.