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Quarta-feira, 9 de setembro de 2026

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Fachin avalia tirar de Mendonça e assumir casos Master e INSS para conter crise no STF

A tensão subiu nesta terça (8) com a liminar de Mendonça que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. No mesmo dia, o relator flexibilizou cautelares da Operação Sem Desconto, inclusive com soltura de alvos. O Globo registrou carta de 13 ex-presidentes do STF pedindo resposta urgente. Fachin também sinalizou, em dias anteriores, o encerramento do inquérito das fake news e o envio ao Plenário de peças que envolvem Moraes e o relatório usado contra Mendonça.

Por Redação
Publicado em 09/09/2026 às 00:15

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, avalia retirar do ministro André Mendonça a relatoria das investigações sobre o Banco Master e sobre fraudes em descontos de benefícios do INSS e concentrar os feitos na Presidência da Corte. A hipótese, relatada por veículos de imprensa em 8 de setembro de 2026, é apresentada nos bastidores como tentativa de reduzir o confronto público entre Mendonça e Alexandre de Moraes. Não há, até aqui, decisão publicada avocando os processos.

Fachin reuniu auxiliares no domingo (6) para tratar do impasse. Desde o início da semana anterior, o STF vive disputa aberta entre os dois ministros: Mendonça é relator do Master (após Dias Toffoli deixar o caso em 2026) e da Operação Sem Desconto, sobre descontos associativos indevidos no INSS; Moraes relata o inquérito das fake news. Depois que Mendonça deu publicidade a relatório da PF com mensagens envolvendo Daniel Vorcaro e Moraes, este pediu a apuração de Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Fachin extraiu o pedido do Inquérito 4.781, incorporou-o à Petição 16.704, sob a Presidência, e deu cinco dias para manifestações da PGR e dos envolvidos, sem antecipar juízo de admissibilidade.

Há duas leituras internas. Uma ala, alinhada a Moraes, defende a retirada temporária de Mendonça enquanto persistirem dúvidas sobre os métodos do relator, sob o argumento de risco de nulidade. Interlocutores de Fachin, segundo a Folha, avaliam que é preciso conter os dois polos — e não apenas um. O G1 registrou conselho para que a Presidência avocasse também o inquérito das fake news; a substituição plena de relator é vista como medida extrema.

Há obstáculo regimental: para assumir integralmente o Master, fontes ouvidas pelo Valor afirmam que Fachin precisaria do Plenário, porque o presidente não avoca, por ato isolado, feito já distribuído. Outra via seria Mendonça renunciar à relatoria. Reportagem da Revista Oeste afirma que o ministro não pretende abrir mão dos dois casos.

A tensão subiu nesta terça (8) com a liminar de Mendonça que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. No mesmo dia, o relator flexibilizou cautelares da Operação Sem Desconto, inclusive com soltura de alvos. O Globo registrou carta de 13 ex-presidentes do STF pedindo resposta urgente. Fachin também sinalizou, em dias anteriores, o encerramento do inquérito das fake news e o envio ao Plenário de peças que envolvem Moraes e o relatório usado contra Mendonça.

Até a publicação desta matéria, Master e INSS continuam com Mendonça. A Petição 16.704 segue na Presidência. Qualquer mudança de relatoria, se ocorrer, precisará ser lida à luz do Regimento e, se for o caso, do Plenário — e não como veredito sobre os ministros em conflito.