Encontro com Beto Simonetti e seccionais seria nesta quarta-feira (9). Justificativa reportada é excesso de demandas na Presidência da Corte; Ordem diz que as cobranças por respostas seguem firmes.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, adiou a reunião que teria nesta quarta-feira (9) com o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e dirigentes das seccionais. Até a publicação desta reportagem, não havia nova data.
A justificativa apresentada, segundo veículos que apuraram o recado à Ordem, foi a sobrecarga de atividades do STF / o excesso de demandas da Presidência do tribunal nesta semana. O adiamento foi considerado incomum por interlocutores da OAB, que costuma ser recebida quando solicita audiência.
O encontro havia sido pedido pela entidade depois que a crise no Supremo ganhou novo capítulo com a divulgação de mensagens enviadas pelo empresário Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, no contexto das investigações do caso Banco Master. O Conselho Federal da OAB tem cobrado apuração rigorosa e isenta, “em relação a quem quer que seja”, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência. Em nota de 1º de setembro, a Ordem também registrou preocupação com os efeitos da crise sobre instituições democráticas no período eleitoral.
A OAB nacional, segundo o G1, não pediu o afastamento de autoridades. Parte das seccionais adotou tom mais duro, inclusive com manifestações pelo afastamento do ministro Alexandre de Moraes — distinção que precisa ser mantida.
Informado do adiamento, Simonetti convocou o Colégio de Presidentes das seccionais para esta quarta-feira, no mesmo dia em que o encontro com Fachin estava previsto. À JuriNews, afirmou: “Apesar do adiamento, mantendo o respeito institucional, as cobranças por respostas seguem firmes.” Nesta segunda-feira (7), o presidente da OAB também pediu “respostas rápidas e claras” do Supremo, “não para enfraquecê-lo, mas justamente para preservá-lo”.
Há relatos de bastidores — publicados em coluna da CNN — de que o adiamento teria relação com o vazamento de um manifesto de entidades empresariais e da sociedade civil cobrando rigor da Corte. Essa leitura não foi confirmada oficialmente pelo STF e não substitui a justificativa de agenda.
A reunião com Fachin ainda deverá ocorrer, mas segue sem data. A cobrança da advocacia, neste momento, permanece.