Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, foi morta a tiros na madrugada de 25 de julho de 2026, dentro da casa onde morava no município de Itororó, no Médio Sudoeste da Bahia. Homens encapuzados e armados invadiram o imóvel, efetuaram diversos disparos e fugiram. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito no local.
O crime
De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, a corporação foi acionada por denúncia de invasão de domicílio. No local, os policiais encontraram a advogada caída com ferimentos de arma de fogo.
A vítima chegou a ligar para a Polícia Militar momentos antes da invasão. Três homens armados e encapuzados entraram na residência e dispararam diversas vezes. Após o ataque, os suspeitos fugiram.
Equipes das polícias Militar e Civil atenderam a ocorrência. O Departamento de Polícia Técnica foi acionado para a perícia e a remoção do corpo. O caso é investigado pela Delegacia
Territorial de Itapetinga.
O corpo de Cláudia Félix de Oliveira foi sepultado na manhã de 26 de julho no Cemitério Municipal Recanto da Saudade, no distrito de Bandeira do Colônia, em Itapetinga.
Contexto prévio apontado pelas investigações
Apurações posteriores indicaram que a família da advogada havia sido alvo de extorsão. Suspeitos obrigaram a transferência de dois veículos como forma de pagamento de uma dívida atribuída a um parente da vítima.
Os familiares registraram boletim de ocorrência por extorsão na Delegacia Territorial de Itabuna. Imagens de câmeras de segurança mostraram que a residência foi vigiada nos dias que antecederam o crime, segundo informações repassadas pela delegacia local.
Posicionamento da OAB-BA
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) e a Subseção de Itapetinga emitiram nota conjunta em que manifestaram “profundo pesar e indignação” com o assassinato.
As entidades informaram que o caso é acompanhado pela Procuradoria Jurídica e de Prerrogativas da OAB-BA, que adotará as medidas cabíveis.
A presidenta da OAB Bahia, Daniela Borges, solicitará à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) uma apuração rigorosa e célere, além de designar um representante para acompanhar as investigações. A presidenta da OAB Subseção Itapetinga, Suzanne Barros, também acompanha o caso.





