Sharon Jacks autorizou a retirada da perna direita por câncer de pele. A equipe amputou a esquerda. Quatro meses depois, a perna indicada também foi retirada. O hospital diz que os protocolos não foram seguidos.
Sharon Jacks, de 74 anos, e o marido, Dannie W. Jacks, processam o Selby General Hospital e integrantes da equipe médica e cirúrgica depois de a paciente ter a perna errada amputada. A ação foi ajuizada em 15 de setembro de 2026 no Tribunal de Common Pleas do Condado de Washington, em Marietta, Ohio, segundo o Marietta Times. Não há sentença.
A cirurgia estava marcada para 19 de setembro de 2025. O procedimento autorizado era a amputação abaixo do joelho da perna direita, indicada no tratamento de um carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele. A ação afirma que Jacks consentiu apenas com a cirurgia na extremidade inferior direita e nunca autorizou a retirada da esquerda. A equipe amputou a perna esquerda.
O advogado Brad Layne disse ao The Independent que a paciente acordou sem a perna prevista e que a marcação pré-operatória ainda estava na perna correta depois da cirurgia. Quatro meses depois, em outro hospital de Ohio, a perna direita foi amputada para completar o tratamento. Jacks ficou com as duas pernas amputadas.
A petição, de 32 páginas, cita nove réus, entre o hospital, o ortopedista Gregory B. Krivchenia, o assistente médico Matthew Whitaker, o médico John Lee e a enfermeira anestesista Kristen Hambrick, conforme o Marietta Times. O casal alega que houve várias chances de interromper o erro, inclusive na preparação do campo cirúrgico e na colocação do torniquete na coxa esquerda. A ação pede indenizações compensatórias e punitivas, sem valor divulgado, por incapacidade permanente, dor, sofrimento, perda de mobilidade e despesas médicas. Jacks é veterana do Exército americano e mora no condado de Meigs.
Em nota de 28 de setembro de 2026 à WBNS-TV, o Selby General Hospital reconheceu um evento cirúrgico adverso em setembro de 2025. A instituição afirmou que a revisão interna confirmou um episódio evitável e que os procedimentos esperados de sala cirúrgica não foram seguidos. Disse ainda que os envolvidos foram responsabilizados e não ocupam mais os cargos. Não houve, nas fontes consultadas, manifestação individual dos profissionais citados.
O caso tramita na Justiça americana. A admissão do hospital não equivale a condenação nem define o valor da reparação.