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Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

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CSMPF abre procedimento interno sobre mensagens de Vorcaro que citam Paulo Gonet

Por Redação
Publicado em 14/09/2026 às 09:15
Atualizado em 14/09/2026 às 11:36

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) abriu procedimento interno para analisar mensagens atribuídas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, que mencionam o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A relatoria ficou com o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino.

A instauração ocorreu após representação de parlamentares do Partido Novo, protocolada em 2 de setembro de 2026, no dia seguinte à divulgação de trechos do relatório da Polícia Federal no inquérito do Master, sob relatoria do ministro André Mendonça no STF.

Segundo veículos que confirmaram a distribuição, Sanseverino deverá ouvir Gonet — com prazo informado em cerca de dez dias — e depois submeter o caso ao plenário do CSMPF. O procedimento tramita sob sigilo.

O CSMPF é o órgão de cúpula do Ministério Público Federal e é presidido pelo próprio PGR. Por isso, o pedido foi encaminhado ao vice-presidente do colegiado, o procurador Nicolao Dino de Castro e Costa Neto.

O que está em análise, de acordo com as reportagens e com o teor público da representação, não é uma condenação nem o recebimento de denúncia criminal. É a avaliação institucional das citações a Gonet — e, no pedido do Novo, a eventual designação de um subprocurador-geral para atuar com independência em frentes do caso Master que toquem a figura do PGR.
As mensagens tornadas públicas pela PF, a partir do celular de Vorcaro, apontam interlocução intermediada pelo advogado Ciro Soares. Trechos já divulgados mencionam proximidade, referência a eventos com whisky e charutos, e o custeio de viagem a Londres de um familiar de Gonet. Vorcaro também pediu a autoridades que “reforçassem” contato com “Paulo”, identificação que a PF associou ao procurador-geral.
Gonet, por sua vez, manifestou-se no STF pela nulidade do relatório policial que detalhou essas conversas, sustentando que o relator da Corte não poderia dirigir investigação pré-processual contra alvos específicos sem provocação do Ministério Público ou deliberação do plenário.

Em paralelo — e este ponto exige precisão — advogados protocolaram representações no CNMP, órgão de controle nacional do Ministério Público, pedindo afastamento cautelar de Gonet por 120 dias e abertura de processo disciplinar. Até as fontes consultadas nesta edição, não há confirmação pública do nome do relator dessas peças no CNMP. A relatoria nominalmente confirmada é a de Sanseverino no CSMPF.

O PGR não figura, nas peças públicas até aqui, como denunciado ou indiciado. A apuração interna examina citações e eventual conflito de atribuição. Qualquer conclusão disciplinar ou substituição no caso Master depende ainda de deliberação do colegiado competente.