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Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

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Zanin manda PF entregar até 23h cópia do celular de Vorcaro aos ministros

Por Redação
Publicado em 13/09/2026 às 20:41

Ministro afirma que provas pertencem ao plenário, não a um relator, e quer formar convicção antes da sessão que discute o relatório da PF sobre mensagens ligadas a Alexandre de Moraes.

O ministro Cristiano Zanin determinou neste domingo (13) que a Polícia Federal entregue até as 23h, em seu gabinete, cópia da mídia extraída do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O ofício foi dirigido ao diretor-geral Andrei Rodrigues e comunicado ao presidente do STF, Edson Fachin. Zanin ressalvou que outros gabinetes podem fazer idêntica requisição. 

O aparelho — um iPhone 17 Pro — foi apreendido em 18 de novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero. Segundo a imprensa, a PF já havia informado a Fachin que dispõe de condições técnicas para produzir cópias idênticas àquela encaminhada ao gabinete de André Mendonça, com preservação da cadeia de custódia e certificação de integridade. 

A medida antecipa a sessão extraordinária de terça-feira (15), quando o plenário deve analisar o procedimento ligado ao relatório da PF que reúne registros de comunicação atribuídos a Vorcaro e a um número associado a Alexandre de Moraes. Zanin, Moraes e Gilmar Mendes vinham pedindo acesso à íntegra da extração. Reportagens registram que Moraes reiterou pedido semelhante após o despacho de Zanin. 

No mesmo domingo, Mendonça sustentou que inserir no debate a abertura de todas as informações do celular “somente contribuiria para tumultuar o julgamento” e poderia pôr em risco o andamento das investigações. O relator do caso Master argumenta que o material necessário à sessão já está disponível aos ministros e que o aparelho original permanece sob custódia da PF; em seu gabinete haveria apenas cópia de segurança lacrada. 

Zanin rebateu o recorte. No ofício reproduzido pela imprensa, afirmou que “não existe hierarquia entre os ministros do Supremo Tribunal Federal” e que “os elementos de prova pertencem ao Plenário do Supremo Tribunal Federal e aos seus integrantes e não a um integrante específico”. Disse precisar conhecer o material que deu origem à informação de polícia judiciária para formar convicção até o dia 15, “independentemente de outras explicações que o material possa indicar”. Também registrou que a defesa de Vorcaro e o Congresso (para instrução de CPMI) já teriam recebido cópia. 

O que está em disputa nesta etapa não é, ainda, o julgamento do mérito das mensagens, contratos ou encontros descritos no relatório da PF tornado público no início de setembro. É o alcance do acervo que cada ministro poderá examinar antes de votar validade, nulidade, delimitação ou desdobramento desse material. A PGR já pediu anulação do relatório; Moraes contestou a condução da relatoria. Nada disso está decidido pelo plenário.

Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação pública de que a PF já houvesse protocolado a mídia no gabinete de Zanin. O prazo fixado pelo ministro encerra-se às 23h deste domingo.