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Quarta-feira, 9 de setembro de 2026

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Gilmar reage a constrangimento citado pela imprensa: “não se faz pacto com chantagista”

Coluna atribui ao decano recusa a constrangimento ligado a ex-cunhado e Vorcaro; na Segunda Turma, ele pediu vista após votos pelo afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.
Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, reagiu de forma dura a informações de que poderia ser constrangido por uma suposta relação de seu ex-cunhado, Francisco “Chiquinho” Feitosa

Por Redação
Publicado em 09/09/2026 às 00:00

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, reagiu de forma dura a informações de que poderia ser constrangido por uma suposta relação de seu ex-cunhado, Francisco “Chiquinho” Feitosa, com o empresário Daniel Vorcaro. Segundo a coluna de Andreza Matais no Metrópoles, em apuração conjunta com a coluna de Manoela Alcântara, Gilmar afirmou que, “pelas regras, você não faz pacto com chantagista. Ou você mata ou morre”. O recado, ainda de acordo com a reportagem, chegou ao presidente da Corte, Edson Fachin.

A frase não consta de despacho oficial reproduzido integralmente nas fontes consultadas. Trata-se de declaração atribuída pelo veículo ao ministro.

No mesmo 8 de setembro de 2026, Gilmar pediu vista no julgamento virtual da Segunda Turma que analisa o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, determinado pelo ministro André Mendonça. Fux, Nunes Marques e o próprio relator já haviam se manifestado pela manutenção do afastamento. O pedido de vista interrompe a conclusão do julgamento; o ministro pode devolver o processo em até 90 dias, nos termos regimentais.

No despacho de vista, antecipado pela imprensa, Gilmar questionou a legalidade da medida, a competência da Segunda Turma e o risco de decisões conflitantes no próprio STF. Argumentou que o exame pode caber ao Plenário, porque o relatório de inteligência da PF citado no caso envolveria ato imputado a ministro da Primeira Turma (Alexandre de Moraes). Também afirmou que o afastamento deve ser lido à luz de precedente vinculante que considera inconstitucionais decisões judiciais capazes de desequilibrar a disputa político-eleitoral, em razão da paridade de armas e do dever de neutralidade do Estado.

A coluna relata que, após o pedido de vista, circulou foto do ministro em casamento na Itália e que chegou ao seu conhecimento tentativa de vinculá-lo a fatos que, segundo essa versão, diriam respeito apenas ao ex-cunhado. O gabinete informou que Gilmar está na Itália também para evento acadêmico na Universidade de Turim, na quinta-feira (10/9), e que a ausência do país não impede participação remota em sessão plenária, conforme o Regimento Interno.

Até a publicação desta matéria, o STF não havia divulgado nota reproduzindo a frase atribuída ao decano. O julgamento do afastamento da cúpula da PF permanece suspenso pelo voto-vista. A ÉNotório registra o que está confirmado nos autos e o que é relato de coluna, sem converter metáfora jornalística em ameaça concreta nem antecipar o resultado do colegiado.