O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal determinou que José Roberto Arruda (PSD) e a coligação Resgatar Brasília retirem, em 24 horas, o Reels publicado em 29 de agosto no perfil @arruda.df. A peça dizia que o vice de Celina Leão, Gustavo do Vale Rocha (Republicanos), “recebeu R$ 6,3 milhões do Vorcaro através de Engels”. O juiz Rafael Moreira Mota classificou a imputação a Gustavo como fato sabidamente inverídico. Multa: R$ 5 mil por dia, teto inicial de R$ 30 mil. A Meta foi oficiada.
Muniz informou à reportagem de O Globo atuar em nome de Daniel Vorcaro em questões cíveis e constava da lista de advogados com procuração para visitá-lo na Superintendência da PF em Brasília. A autorização de visita, segundo a coluna, não era irregular: havia procuração. Investigadores reclamaram do volume de profissionais sem vínculo direto com a delação; a lista foi depois reduzida, e Muniz permaneceu entre os que puderam continuar o atendimento.
Conselho e saída
Registros empresariais apontam Engels como conselheiro de administração da Cartão BRB S/A. A versão apresentada à reportagem do É Notório é que ele integrou instâncias do conglomerado BRB por sete anos e deixou o assento para advogar para Vorcaro, sem processo ético conhecido por esse desligamento. O mandato de sete anos no Conselho de Administração do banco BRB era o assento na Cartão BRB e a atuação posterior como advogado cível de Vorcaro é absolutamente legal e deontológico.
A campanha de Arruda disse que o vídeo já havia sido retirado e falou em censura. A coligação de Celina e Gustavo falou em fabricação de acusação financeira pessoal. Nenhuma das duas teses substitui o dispositivo: retirar a publicação que atribui o valor ao vice.
O mérito da representação ainda pode ser discutido. A liminar vale enquanto isso.