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Segunda-feira, 7 de setembro de 2026

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Conselho Superior do MPF abre procedimento para analisar citações a Gonet em mensagens atribuídas a Vorcaro

Por Redação
Publicado em 04/09/2026 às 16:45

Pedido de Adriana Ventura, Marcel van Hattem, Gilson Marques e Luiz Lima pede a designação de um subprocurador-geral nas frentes do caso Master que envolvam o chefe da PGR. A distribuição, por si só, não acolhe tese de impedimento.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) abriu procedimento interno para analisar citações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens atribuídas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O caso foi distribuído ao conselheiro Francisco de Assis Sanseverino, que relata o pedido.

A abertura ocorreu depois que deputados do Novo — Adriana Ventura (SP), Marcel van Hattem (RS), Gilson Marques (SC) e Luiz Lima (RJ) — protocolaram ofício pedindo a designação de um subprocurador-geral da República para atuar, no âmbito do caso Master, nas frentes que envolvam Gonet. Os parlamentares pediram distribuição imediata, por sorteio, a um relator do Conselho.

A distribuição não equivale a reconhecimento de impedimento ou suspeição do procurador-geral. Cabe a Sanseverino examinar o requerimento. Os autores do ofício afirmam que não atribuem conduta ilícita a Gonet. O argumento é institucional: parte do material em apuração trata de interlocuções que teriam como destinatários o PGR ou pessoa de seu núcleo familiar.

O requerimento cita petições em tramitação no Supremo Tribunal Federal e um relatório da Polícia Federal, com sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, relator de frentes do caso Master. Segundo o ofício, o material registra tratativas para reforçar contatos com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral, além de convite a familiar de Gonet para evento no exterior, com despesas que seriam custeadas por empresas ligadas ao investigado.

Cobertura posterior ao relatório descreve o advogado Ciro Soares como intermediário de mensagens atribuídas a Gonet e cita, entre outros pontos, referências a viagem a Londres. Esses trechos integram o relatório policial e as peças no STF; não foram, nesta data, objeto de pronunciamento formal do CSMPF sobre o mérito. Procurado em reportagens nos dias anteriores, o PGR não havia se manifestado publicamente de forma específica sobre o procedimento do Conselho nas fontes consultadas até a publicação desta matéria.
O que muda agora. Enquanto o relator não apresentar deliberação ao colegiado, Gonet permanece no cargo e a PGR segue como órgão de atuação no STF. O que o Conselho pode vir a decidir — designar ou não um subprocurador para frentes específicas, arquivar o pedido ou pedir esclarecimentos — ainda não ocorreu.