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Segunda-feira, 7 de setembro de 2026

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Após desistir do Senado, Ibaneis prioriza advocacia e família

Por Redação
Publicado em 03/09/2026 às 17:19
Atualizado em 03/09/2026 às 19:39

Ex-presidente da seccional distrital reassumiu a carteira em março e, após desistir da candidatura ao Senado, reforça atuação no escritório que leva seu nome.

Ibaneis Rocha Barros Júnior, ex-governador do Distrito Federal e ex-presidente da OAB-DF, anunciou nas suas redes sociais o retorno pleno ao exercício da advocacia com o filho Caio Barros após mais de sete anos e três meses à frente do Governo do Distrito Federal.

Advogado inscrito na OAB/DF, Ibaneis se licenciou da prática quando assumiu o Palácio do Buriti, em janeiro de 2019. Em 30 de março de 2026, no mesmo dia em que transmitiu o cargo à então vice Celina Leão, retomou oficialmente a carteira da Ordem em cerimônia na sede da OAB-DF, ao lado do presidente nacional Beto Simonetti e do presidente da seccional, Paulo Maurício Siqueira (Poli).

Segundo o anúncio, ele volta a atuar no escritório ao lado do filho Caio Rocha e de sócios antigos da banca. Em declaração registrada na cobertura local, afirmou:

“Volto à advocacia como outro homem. Uma pessoa que aprendeu a ouvir mais, a compreender melhor as dificuldades das pessoas.”

Trajetória na Ordem e no Executivo

Antes da política, Ibaneis construiu carreira na advocacia e na OAB. Foi conselheiro seccional, vice-presidente da OAB-DF, secretário-geral da Comissão Nacional de Prerrogativas, presidente da seccional (2013–2015) e, depois, diretor e corregedor-geral do Conselho Federal. Em 2018, elegeu-se governador; foi reeleito em 2022. O mandato foi interrompido temporariamente em janeiro de 2023 por decisão do ministro Alexandre de Moraes e restabelecido em março daquele ano.

Em março de 2026 renunciou para se candidatar ao Senado. Em julho desistiu da pré-candidatura e declarou que priorizaria a família, a saúde e a advocacia. O retorno à banca, portanto, fecha o ciclo político de sete anos e consolida a opção pela atividade privada.

O escritório que leva seu nome permaneceu em funcionamento durante o período em que esteve no governo, sob a condução de sócios e do filho. A reativação da carteira permite que Ibaneis volte a distribuir petições, fazer sustentações orais e atuar diretamente nos tribunais.

Não há, nas fontes consultadas para esta edição, anúncio de novos processos específicos nem de mudança de área de atuação. O próprio Ibaneis tem reiterado que “política não é profissão” e que a advocacia é a atividade à qual pretende se dedicar.
A matéria registra apenas os fatos públicos: saída do governo, reativação da carteira da OAB-DF, desistência do Senado e retomada da prática com o filho e os sócios.