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Terça-feira, 8 de setembro de 2026

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Alcolumbre indica Rodrigo Pacheco ao Tribunal de Contas da União (TCU)

Pedido de Dantas abre cadeira da cota do Senado. PDL 995/2026 leva 20 assinaturas; expectativa é votação secreta no plenário ainda no esforço concentrado.

Por Redação
Publicado em 01/09/2026 às 11:09
Atualizado em 01/09/2026 às 14:28

Lealdade ainda existe na política: Alcolumbre indica Rodrigo Pacheco para o TCU

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), formalizou nesta segunda-feira (31) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ministro do Tribunal de Contas da União. A vaga é da cota do Senado e foi aberta no mesmo dia em que Bruno Dantas protocolou pedido de renúncia ao cargo. 

A indicação consta do Projeto de Decreto Legislativo 995/2026, de autoria do próprio Alcolumbre e assinado por outros 19 senadores. Entre eles estão a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), além de nomes como Tereza Cristina (PP-MS), Camilo Santana (PT-CE), Eliziane Gama (PSD-MA) e Carlos Portinho (PL-RJ). 

Dantas, ministro desde 2014 e ex-presidente da Corte, enviou ofício ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho. Pediu que a vacância tenha efeitos a partir de 9 de setembro e disse encerrar o ciclo com a convicção de que “a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude”. O TCU comunicou o Senado sobre a vaga. Dantas tem 48 anos; o cargo é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75. 

O TCU tem nove ministros: três de indicação presidencial com aprovação do Senado e seis de indicação do Congresso (três da Câmara e três do Senado). A cadeira de Dantas cabe ao Senado. O rito clássico passa por análise na Comissão de Assuntos Econômicos, com sabatina, e depois por votação secreta no plenário, com maioria absoluta — no mínimo 41 dos 81 senadores. Aprovado o nome, cabe ao presidente da República a nomeação formal. 

Parte das reportagens aponta que Alcolumbre apresentou requerimento de urgência para levar o nome direto ao plenário, sem sabatina na CAE, aproveitando a semana de esforço concentrado. Há expectativa de votação nesta terça (1º) ou quarta (2), condicionada a quórum. Algumas publicações também mencionam trâmite na Câmara; o ponto não é uniforme nas fontes e deve ser acompanhado no andamento do PDL. 

Pacheco presidiu o Senado entre 2021 e 2025, não disputa reeleição e havia sido defendido por Alcolumbre para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Jorge Messias, nome rejeitado pelo Senado. A escolha agora para o TCU ocorre em momento de reaproximação entre Planalto e a presidência da Casa, em meio a pautas do governo no Congresso. 

A indicação ainda não é nomeação. Enquanto o plenário não vota e o presidente da República não nomeia, Pacheco permanece senador e a cadeira no TCU segue no rito legislativo.