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Quinta-feira, 10 de setembro de 2026

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CAOS no STF: Fachin cancelou a sessão do Plenário desta quarta

Por Redação
Publicado em 09/09/2026 às 12:13
Atualizado em 09/09/2026 às 12:58

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, cancelou a sessão do Plenário prevista para as 14h desta quarta-feira (9 de setembro de 2026). A comunicação aos demais ministros ocorreu após nova decisão monocrática no interior da Corte: o ministro Flávio Dino determinou a reintegração imediata do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Na terça-feira (8), o ministro André Mendonça havia determinado o afastamento preventivo dos dois delegados. A medida se apoiou, segundo as reportagens, em questionamentos sobre a produção e a circulação de relatórios de inteligência da PF usados no contexto do caso Banco Master e de investigações sobre fraudes no INSS. A Advocacia-Geral da União recorreu e pediu a Fachin a reversão do afastamento; o presidente da Corte abriu prazo de 72 horas para Mendonça se manifestar. Dino decidiu na manhã seguinte, em outro processo sob sua relatoria, e afirmou que medida dessa envergadura deve ser apreciada pelo Plenário — e não apenas de forma monocrática ou por turma.

A sessão cancelada retomaria julgamentos de pauta ordinária (entre eles Funrural e discussões ligadas ao Marco Civil da Internet e a poderes de requisição da PF). Nenhum desses itens era o julgamento de mérito do caso Master. O efeito prático, segundo as coberturas, é evitar o primeiro encontro presencial do colegiado depois da nova rodada de decisões cruzadas e dar tempo à Presidência para encaminhamentos. Fachin também cancelou agenda matinal no Conselho Nacional de Justiça. Até o fechamento desta matéria, não havia comunicado oficial do STF com a fundamentação completa do adiamento nem confirmação sobre a sessão de quinta-feira (10).

O pano de fundo é a tensão aberta na semana anterior, quando Mendonça retirou o sigilo de relatórios da PF que, segundo as mesmas reportagens, apontariam possíveis irregularidades na condução de investigações e dialogariam com a atuação do ministro Alexandre de Moraes no entorno do caso Master — incluindo mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro. Moraes, por sua vez, teria pedido apuração sobre a conduta de Mendonça. Nada disso, nesta etapa, equivale a julgamento de mérito contra qualquer ministro. A Segunda Turma chegou a tratar do afastamento na PF; houve pedido de vista, e o debate sobre quem pode decidir o comando da corporação permanece em aberto.

Situação atual. Andrei Rodrigues e Leandro Almada foram reconduzidos por decisão de Dino, que condicionou novas cautelares pessoais ao Plenário. Fachin segue com o recurso da AGU e, segundo bastidores publicados, elabora encaminhamentos. A crise institucional — sucessão de despachos individuais, relatórios de inteligência e desgaste entre ministros — permanece sem desfecho colegiado.