Uma declaração feita durante um culto religioso provocou repercussão nas redes sociais após um pastor pedir, durante a oração, que o prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) “pegue fogo”. O episódio foi registrado em vídeo e divulgado pelo portal EA Notícias em 19 de agosto de 2026.
O homem aparece atrás de um púlpito, em um ambiente identificado no vídeo como parte da denominação ou movimento “Geração Jesus”. Ao fundo, um painel traz referências religiosas e a frase “Geração de Mártires, ensinando a morrer por Jesus Cristo”.
Na gravação, o pastor, identificado na reportagem como Encurto, dirige a fala à OAB e afirma: “Ó Deus, que o prédio da OAB pegue fogo e que não sobre pedra sobre pedra”. Em seguida, declara que assopra “o fogo do teu juízo” sobre a entidade.
A oração prossegue com referências religiosas e críticas à instituição. O pastor chama a OAB de “maldita” e afirma que a entidade teria buscado apenas interesses próprios. Também questiona o preço cobrado para defender pessoas pobres e critica uma tabela de honorários que, segundo ele, “nunca foi respeitada”.
O conteúdo divulgado não mostra um incêndio nem qualquer dano ao prédio da OAB. Trata-se de uma declaração feita durante uma pregação, posteriormente gravada e compartilhada em vídeo. A repercussão ocorreu principalmente pela combinação entre o pedido de que o edifício pegasse fogo e as críticas dirigidas à advocacia.
A reportagem que publicou o vídeo relata que parte dos internautas reagiu com surpresa, enquanto outros comentários recorreram a memes e ao humor. A publicação também destaca que falas feitas em público podem ganhar grande alcance quando são registradas e distribuídas pelas redes sociais.
Até a conclusão desta apuração, não foi localizada na matéria consultada uma manifestação oficial da OAB sobre o episódio. Também não há, no conteúdo verificado, informação sobre denúncia, inquérito ou medida judicial relacionada à fala.
O caso reacende o debate sobre os limites da retórica religiosa e da crítica pública a instituições da sociedade civil. A liberdade de expressão protege a manifestação de opiniões, mas a análise jurídica de uma fala concreta depende do contexto, do conteúdo integral, da intenção e de eventual consequência prática — aspectos que não devem ser presumidos apenas a partir de um trecho viral.





