O Tribunal de Cassação italiano considerou que o ministro atuou como vítima e juiz ao mesmo tempo no processo sobre a invasão do sistema de segurança do CNJ
A Justiça italiana divulgou, nesta sexta-feira (12), os motivos que levaram à decisão de negar, em 22 de maio, a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) ao Brasil e permitir sua soltura na Itália.
Entre os apontamentos, a Corte Suprema de Cassação destacou a dupla atuação do ministro Alexandre de Moraes, que teria sido “vítima” e “juiz” no mesmo caso.
No documento, os magistrados apontam que Alexandre de Moraes acumulou diferentes funções ao longo do processo ao ser considerado uma das pessoas prejudicadas por um dos crimes atribuídos à ex-deputada.
O caso citado refere-se à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a acusação, Zambelli contratou o hacker Walter Delgatti para romper a segurança do sistema judiciário e incluir documentos falsos, entre eles um mandado de prisão contra Moraes, assinado por ele mesmo.
Fonte: Infomoney





