Governador que deixou o Palácio do Buriti após dois mandatos para tentar uma cadeira no Congresso encerra a pré-candidatura horas antes de completar 55 anos
Brasília — Na véspera de completar 55 anos, o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) comunicou a aliados e à direção do partido a decisão de não seguir na disputa por uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro. A informação foi confirmada por interlocutores próximos ao político e ainda não havia sido anunciada oficialmente até o fechamento desta edição.
Rocha deixou o governo do DF em 28 de março deste ano, após dois mandatos consecutivos à frente do Executivo local, justamente para cumprir a exigência legal de desincompatibilização e disputar o Senado (G1). Desde então, sua pré-candidatura enfrentou sucessivos episódios de instabilidade, entre eles o rompimento com o PL e a repercussão do escândalo envolvendo o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB) (O Globo).
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a decisão foi comunicada em uma reunião reservada com a cúpula do MDB, partido ao qual Rocha é filiado. Os relatos indicam que o momento escolhido — a véspera do aniversário do político, que nasceu em 10 de julho de 1971 (Wikipédia) — não teria relação direta com a data, mas coincidiu com o calendário eleitoral: as convenções partidárias que oficializam candidaturas ao Senado ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto, com prazo final de registro em 15 de agosto (Página 12).
Ao longo dos sete anos e três meses em que esteve à frente do governo distrital, Rocha foi descrito por aliados e por pesquisas de opinião como um dos gestores mais bem avaliados do Distrito Federal em décadas — reconhecimento que, segundo relatos internos, motivou parte da resistência de seu entorno diante da decisão de deixar a disputa. “É um nome que sempre teve avaliação positiva da população, isso é fato”, afirmou um dirigente do MDB ouvido sob reserva.
A saída da corrida ao Senado deve reabrir o tabuleiro eleitoral do Distrito Federal, hoje disputado por nomes como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis, ambas do PL, além do senador Izalci Lucas (Correio Braziliense).
Procurada, a assessoria de Ibaneis Rocha não confirmou nem negou a informação até a publicação desta matéria.
Esta reportagem será atualizada caso haja pronunciamento oficial do ex-governador ou de sua assessoria.





