O Instituto dos Advogados do Distrito Federal (IADF) celebrou seus 56 anos na noite de terça-feira, 18 de agosto de 2026, com jantar no Restaurante Rubaiyat, em Brasília. O ponto alto da solenidade foi a entrega da Medalha Pontes de Miranda ao advogado Antônio Nabor Areias Bulhões, em reconhecimento à sua contribuição à cultura jurídica brasileira e ao culto à Justiça.
O evento reuniu mais de 100 pessoas, entre autoridades, juristas, associados e convidados.
A mais alta honraria do IADF
Considerada a principal condecoração concedida pelo Instituto, a Medalha Pontes de Miranda foi criada em 1982. Destina-se a juristas de notável saber jurídico que não integram os quadros da instituição.
A indicação de Nabor Bulhões foi aprovada por unanimidade pela Diretoria e pelo Conselho Superior do IADF. A presidente da entidade, Jaqueline Di Domenico, destacou o significado da escolha:
“Foi muito especial testemunhar a forma carinhosa, respeitosa e honrosa com que cada um se manifestou ao referendar a indicação do seu nome. Isso revela não apenas o reconhecimento da sua trajetória profissional, mas também a admiração e o respeito que o senhor conquistou ao longo dela.”
Na abertura, Jaqueline Di Domenico também ressaltou o valor de reunir diferentes gerações em torno da história do Instituto:
“Celebrar 56 anos é honrar a nossa história, mas também renovar o compromisso com o futuro. Que continuemos cultivando uma instituição plural, independente, acolhedora e cada vez mais relevante para o universo jurídico e para a sociedade.”
Saudação e reflexão sobre a missão da advocacia
O ex-presidente e membro benemérito do IADF Carlos Mário Velloso Filho foi o responsável pela saudação ao homenageado. Ele destacou a trajetória de Bulhões e sua presença nos grandes debates da advocacia brasileira:
“O Instituto dos Advogados do Distrito Federal, portanto, merece hoje duplo parabéns pelos seus 56 anos de vida e pela sensibilidade de perceber e registrar o valor das contribuições de Antônio Nabor Areias Bulhões para o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas brasileiras.”
A programação também homenageou as famílias ligadas à história da entidade. Rodrigo Rosas, filho do ministro Roberto Rosas (fundador e membro benemérito), recebeu uma placa em representação das gerações que acompanham a trajetória do IADF desde a infância.
O encerramento ficou a cargo do fundador e atual orador oficial do Instituto, ministro Pedro Gordilho. Ele relembrou o contexto de criação da entidade, em 1970, e reforçou a responsabilidade da advocacia na defesa das liberdades e das instituições democráticas:
“Há 56 anos debate e peleja a nossa corporação em prol dos princípios que disciplinam a convivência entre os homens e que realizam no corpo das leis as aspirações morais de cada época na lenta evolução dos costumes e das fórmulas cujos estágios assinalam a morosa conquista de benefícios para gerações sempre satisfeitas, mas sempre esperançosas.”
E concluiu: “Continuar vigilantes segue sendo a nossa gloriosa missão. Denunciar as ameaças é também incumbência nossa. E por quê? Porque aprendi com Jean-Paul Sartre: o silêncio é reacionário.”
Sessão solene prévia na CLDF
As comemorações dos 56 anos começaram em 4 de agosto, com sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Proposta pela deputada distrital Jaqueline Silva (MDB) e presidida pelo deputado Thiago Manzoni (PL), a cerimônia reuniu fundadores, ex-presidentes, membros beneméritos e integrantes da atual diretoria, resgatando a participação do IADF na construção da vida jurídica de Brasília e no fortalecimento das instituições democráticas.
O jantar do dia 18 contou com o apoio de Domenico Advogados, Eliana Calmon Advogados e Consultoria, Federação Nacional dos Institutos dos Advogados (FENIA), Instituto Pedro Gordilho, Lycurgo Leite Advogados, Marcela Mª Furst Advocacia e Consultoria, Nelson Pinto Advogados, Perdiz de Jesus Advogados e Rosas Advogados.
Entre os presentes estavam membros das diretorias, a ministra Eliana Calmon, o ministro Pedro Gordilho, o doutor Márcio Cruz, ex-presidentes e membros beneméritos, como o ministro Claudio Santos, o ministro Roberto Rosas, Carlos Mário Velloso Filho e Eduardo Lycurgo, além da ex-presidente da OAB/DF Estefânia Viveiros e outras autoridades do meio jurídico.





