Fredie Didier Jr. toma posse na Academia Brasileira de Letras Jurídicas

O jurista Fredie Souza Didier Júnior, professor titular da Universidade Federal da Bahia e referência em Direito Processual Civil, toma posse como acadêmico da Academia Brasileira de Letras Jurídicas no dia 3 de agosto de 2026. A cerimônia ocorrerá às 18h no Instituto dos Advogados Brasileiros, na Avenida Marechal Câmara, 210, 5º andar, no Rio de Janeiro. O novo acadêmico será recebido pelo confrade Prof. Dr. Edvaldo Brito.

A cerimônia

Segundo o convite oficial da Academia, a programação inclui recepção e coquetel a partir das 17h, seguida da solenidade de posse às 18h, com traje formal. Didier sucede o acadêmico Everardo Lima.

Quem é Fredie Didier Jr.

Fredie Souza Didier Júnior nasceu em Salvador (BA) em 13 de setembro de 1974. É professor titular da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia desde 2004, diretor-geral da Faculdade Baiana de Direito e sócio do escritório Didier, Sodré e Rosa Advocacia e Consultoria.

Formado pela UFBA (1998), é mestre pela mesma universidade (2002), doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005), pós-doutor pela Universidade de Lisboa e livre-docente pela Universidade de São Paulo (2012).

É autor, coautor e organizador de dezenas de livros, com destaque para a série Curso de Direito Processual Civil, publicada pela Editora Juspodivm. Participou da comissão que revisou o projeto do Código de Processo Civil de 2015. Também é membro da Academia de Letras da Bahia.

A Academia Brasileira de Letras Jurídicas

Fundada em 6 de setembro de 1975 no Rio de Janeiro, a Academia Brasileira de Letras Jurídicas (ABLJ) é uma associação civil de utilidade pública federal. Compõe-se de 50 membros titulares, brasileiros, de notável saber jurídico e ilibada idoneidade, que ocupam cadeiras simbólicas de forma perpétua, após eleição por voto secreto e maioria absoluta.

Sua finalidade estatutária é o estudo do Direito em todos os seus ramos e, sobretudo, o aperfeiçoamento das letras jurídicas. A instituição publica a Revista da Academia Brasileira de Letras Jurídicas desde 1985 e é responsável pelo Dicionário Jurídico, já em sua décima edição. Concede prêmios como a Medalha-Mérito Pontes de Miranda, o Prêmio Jurídico Orlando Gomes – Elson Gottschalk e o Prêmio Jurídico Machado Paupério – Paulino Jacques.

Entre seus fundadores estão nomes como Orlando Gomes, Caio Mário da Silva Pereira, Paulo Bonavides, Miguel Reale e Clóvis do Couto e Silva. A primeira mulher admitida na Academia foi a processualista Ada Pellegrini Grinover.

A ABLJ foi a precursora no Brasil das instituições dedicadas às letras jurídicas. Sua criação inspirou a posterior organização de academias semelhantes em diversos estados da federação, que passaram a seguir o modelo de reunião de juristas voltados ao estudo e à produção intelectual do Direito.

Importância da Academia

A ABLJ integra a Conferência Ibero-americana de Academias de Ciências Jurídicas e Sociais e segue o modelo de academias de letras jurídicas inspiradas na tradição francesa. Sua existência contribui para a valorização da produção intelectual jurídica de qualidade, a preservação da memória doutrinária e o intercâmbio entre juristas de diferentes gerações e regiões do país. Ao reunir professores, escritores e profissionais de notório conhecimento, a Academia fortalece o campo das letras jurídicas como espaço de reflexão crítica e aprimoramento da cultura jurídica brasileira.

Contexto e fontes

Informações baseadas no convite oficial da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, no site institucional da ABLJ (ablj.org.br), na página oficial de Fredie Didier Jr., em registros da Wikipédia atualizados e em anúncios públicos do escritório Didier, Sodré e Rosa e de perfis institucionais ligados ao jurista.

Compartilhar

Leia também

Entre na conversa