Ex-presidente caiu na cela da PF, teve diagnóstico inicial de traumatismo craniano leve e fará tomografia, ressonância e eletroencefalograma no DF Star, sob escolta policial
O ministro Alexandre de Moraes autorizou nesta quarta-feira (7) a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames neurológicos. A decisão ocorre após Bolsonaro sofrer uma queda durante a madrugada de terça-feira (6), dentro da sala especial em que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, com diagnóstico inicial de traumatismo cranioencefálico leve.
O aval do ministro veio um dia depois de Moraes ter negado o primeiro pedido da defesa, sob o argumento de que o laudo elaborado pela equipe médica da PF não indicava urgência para remoção hospitalar. Na ocasião, o relator determinou que os advogados apresentassem documentação médica complementar e especificassem quais exames seriam necessários.
No despacho desta quarta-feira, Moraes destacou que Bolsonaro já conta, por decisão anterior de novembro de 2025, com atendimento médico permanente no local de custódia, o que permitiu o pronto atendimento após o episódio. O relatório da Polícia Federal apontou que o ex-presidente relatou queda da cama durante o sono, tontura ao longo do dia e soluços intensos à noite.
Na avaliação clínica, ele estava consciente, orientado, sem déficit neurológico aparente, hemodinamicamente estável, mas com lesões superficiais no rosto e no pé, além de leve desequilíbrio ao se manter em pé.
O laudo recomendou, de forma expressa, a realização urgente de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma, a serem feitos em ambiente hospitalar especializado.
Com base nessas informações, Moraes autorizou o deslocamento de Bolsonaro ao hospital ainda nesta quarta-feira para a realização dos exames indicados. O ministro determinou que o transporte e a segurança sejam feitos pela Polícia Federal de maneira discreta, com desembarque pelas garagens do hospital, e que a PF coordene previamente os procedimentos com a direção da unidade. A corporação também deverá garantir vigilância integral durante os exames e no retorno do ex-presidente à custódia.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime fechado, após condenação pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
Fonte: Infomoney





