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Sábado, 29 de agosto de 2026

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Justiça mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra em processo que apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Por Ivelise Maia
Publicado em 27/08/2026 às 23:27

Advogada e influenciadora está presa desde maio. Decisão também mantém ordens de prisão contra outros réus da Operação Vérnix; dois sobrinhos de Marcola seguem foragidos.

A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva da advogada, empresária e influenciadora Deolane Bezerra, ré em ação decorrente da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão foi tomada na reavaliação periódica da necessidade das prisões preventivas, prevista na legislação. Deolane está presa desde 21 de maio de 2026. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (27), o Judiciário entendeu que continuam presentes fundamentos para a manutenção da medida cautelar.

De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, Deolane teria integrado o núcleo financeiro do esquema investigado. A Justiça registra a existência de elementos como relatórios de inteligência financeira, quebras de sigilo bancário e fiscal, dados extraídos de aparelhos celulares e comprovantes de depósitos fracionados. A defesa contesta as acusações e sustenta que a prisão é desnecessária.

Operação Vérnix

Também figuram entre os réus Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola; Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, irmão de Marcola; Everton de Sousa; e os sobrinhos de Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Um cuidado importante na informação: embora as prisões preventivas de Paloma e Leonardo permaneçam decretadas, os dois estão foragidos. Portanto, não estão atualmente recolhidos ao sistema prisional. Segundo informações publicadas sobre o processo, Paloma teria deixado o Brasil e Leonardo também estaria fora do país.

A investigação sustenta que uma estrutura empresarial teria sido utilizada para movimentar e dissimular recursos de origem criminosa. Segundo a decisão divulgada pela imprensa, as movimentações relacionadas ao conglomerado empresarial atribuído a Deolane ultrapassariam R$ 140 milhões. Trata-se, contudo, de imputação constante da investigação e do processo, ainda sujeita ao contraditório e ao julgamento definitivo.

Em junho, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça já havia mantido a prisão preventiva da advogada ao analisar pedido de liberdade apresentado pela defesa.

O processo prossegue, e a manutenção da prisão preventiva não representa condenação definitiva. Os acusados permanecem protegidos pela presunção de inocência até o trânsito em julgado de eventual decisão condenatória.