Ministro Benedito Gonçalves assume Corregedoria Nacional de Justiça na terça-feira (25)

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves toma posse como corregedor nacional de Justiça na próxima terça-feira (25 de agosto), às 17h, no Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. O magistrado exercerá o cargo no biênio 2026-2028.

A indicação de Gonçalves foi aprovada pelo Plenário do Senado Federal em 10 de junho de 2026, com 53 votos favoráveis e 16 contrários. Anteriormente, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado já havia aprovado o nome, em 20 de maio, por 21 votos a 5. O ministro foi indicado pelo Pleno do STJ em 14 de abril, por proposta do presidente da Corte, ministro Herman Benjamin.

Ele substitui o ministro Mauro Campbell Marques, eleito na mesma sessão do STJ para a vice-presidência da Corte, cargo que assume na gestão iniciada em agosto.

Trajetória

Benedito Gonçalves integra o STJ desde setembro de 2008. Tem mais de 50 anos de serviço público, dos quais 38 dedicados à magistratura. Antes de chegar ao STJ, foi juiz federal (atuando no Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro) e desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

O ministro também exerceu funções no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Atualmente ocupa o cargo de diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), onde participou da implementação do Exame Nacional da Magistratura (Enam).

Prioridades anunciadas

Durante a sabatina no Senado, Benedito Gonçalves defendeu uma atuação da Corregedoria Nacional de Justiça que combine responsabilidade funcional, eficiência administrativa e fortalecimento da confiança da sociedade no Judiciário.

O ministro enfatizou a necessidade de uma postura preventiva, além da atuação em conflitos já instaurados. Entre as prioridades que destacou estão a identificação de problemas, a orientação dos tribunais, a disseminação de boas práticas e o acompanhamento dos resultados das medidas adotadas.

“Não basta reagir a conflitos, é preciso identificar gargalos, orientar tribunais, disseminar boas práticas e acompanhar resultados”, afirmou.

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